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Parlamentos do Brasil e da China assinam acordo amanhã

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Da Redação

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Atualizado às 08:45


Troca de informações

 

Parlamentos do Brasil e da China assinam acordo amanhã

 

Brasil e China vão assinar amanhã (30/8) um memorando para a troca de informações sobre os parlamentos dos dois países. Será o primeiro documento desse tipo assinado entre a China e um país latino-americano. "Queremos compartilhar experiências sobre o funcionamento dos dois parlamentos, para aprofundar as relações políticas e comerciais", explica o embaixador chinês no Brasil, Chen Duqing.

 

Para a assinatura do acordo, o Congresso Nacional receberá na quarta-feira, às 10h, o presidente do Comitê Permanente da Assembléia Popular da China, Wu Bangguo. Esse comitê é formado por cerca de 160 parlamentares e é uma espécie de núcleo do Parlamento, constituído por mais de 3 mil representantes.

 

Durante a visita, o presidente do Comitê Permanente da Assembléia chinesa receberá a medalha Mérito Legislativo. Após à cerimônia, o representante do Parlamento da China vai reunir-se com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, e os presidentes da Comissão de Relações Exteriores, deputado Alceu Colares; e do Grupo Parlamentar Brasil-China, deputado Renildo Calheiros.

 

Wu Bangguo vai ministrar na quinta-feira (31/8) uma conferência sobre como reforçar a cooperação amistosa e promover o desenvolvimento conjunto dos dois países. O evento ocorrerá às 9h30, no auditório Nereu Ramos.

 

Empresários na comitiva

 

A comitiva da Assembléia Popular da China vai incluir 80 empresários daquele país, que chegam ao Brasil dispostos a aumentar o comércio entre os dois países, que em 2005 chegou a 12,7 bilhões de dólares (cerca de R$ 27 bilhões, na cotação de hoje), segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

 

"Podemos chegar neste ano, com facilidade, aos 20 bilhões de dólares (R$ 43 bilhões)", acredita Duqing. Mesmo assim, essa estimativa não representaria 1% do comércio externo da China, que no ano passado foi de 1,42 trilhão de dólares (cerca de R$ 3,06 trilhões). "A somando da população da China e do Brasil fica acima de 1,5 bilhão de pessoas. Essa cifra não significa nada, embora já exista um crescimento substancial entre as partes."

 

Parcerias em infra-estrutura

 

Para fortalecer a relação comercial, o embaixador sinaliza com o desenvolvimento de parcerias na área de infra-estrutura. "Vejo com preocupação o sucateamento da infra-estrutura brasileira. A China poderia ser parceira em projetos para modernizar portos, usinas, estradas", comentou o embaixador. Duqing ressalva, no entanto, que esses projetos precisam de tempo para maturar, enquanto considera os brasileiros imediatistas, e pouco abertos comercialmente.

 

Apesar das dificuldades, o embaixador vê um "horizonte animador", que poderia ser demonstrado por pelo menos três projetos entre os dois países: a construção da Fase C da Usina Termelétrica Presidente Médici, em Candiota /RS; a construção do primeiro trecho do Gasene (gasoduto que ligará o Sudeste ao Nordeste), cuja licitação foi vencida pela Sinopec (estatal chinesa do petróleo); e o acordo que já permitiu o lançamento conjunto de dois satélites sino-brasileiros.

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