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Confusão

Vídeo mostra confusão entre advogada e policiais na Bahia

Profissional teria sido impedida de ler documento antes de assiná-lo e acusa agentes de agressão.

Da Redação

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Atualizado às 08:51

Um vídeo gravado na madrugada do último sábado, 3, mostra confusão entre advogada e policiais dentro de uma delegacia no município de Lauro de Freitas/BA. O desentendimento teria ocorrido após a causídica ser impedida de ler documento antes de assiná-lo.

O vídeo foi divulgado nas redes sociais e a profissional acusa um policial militar e um delegado de cometerem agressões físicas e verbais e proferido ameaças contra ela.

Veja o vídeo.


Em entrevista ao portal de notícias G1, a advogada que aparece nas imagens, Thalita Coelho Durante, relatou o episódio e afirmou que denunciou o caso ao MP/BA.

"Foi uma situação bastante constrangedora, onde eu estava no exercício da minha profissão. Não imaginei que fosse destratada, desrespeitada, como pessoa, como ser humano, mulher e como profissional, no exercício da minha função", disse a causídica.

De acordo com a OAB/BA, a advogada teria ido até à delegacia para acompanhar o interrogatório de um cliente que estava sendo apresentado por policiais militares. No local, familiares de outros três rapazes que o acompanhavam teriam pedido que ela pegasse o caso deles. A advogado aceitou e passou a representar os quatro detidos. No entanto, teria sido impedida violentamente de ler o depoimento de um dos clientes antes do documento ser assinado. Segundo a OAB, o delegado teria retirado o documento da mão da advogada e depois gritado com a profissional.

Nesta segunda-feira, 4, o presidente da seccional, Fabrício Castro, anunciou que irá requerer providências às Polícias Civil e Militar e ao MP/BA em relação ao caso.

Ainda no domingo, Castro entrou em contato com o secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Barbosa, pedindo providências a respeito do ocorrido. “O que ocorreu é um absurdo. Não é possível que uma advogada no exercício da profissão tenha negado o direito de ler uma ata”, afirmou Castro.

 

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