MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. TCU abre investigação sobre acordos feitos pelo MPF
Transparência

TCU abre investigação sobre acordos feitos pelo MPF

Há um ano, Migalhas questionava o destino dado pela operação Lava Jato com acordos que renderam cifras milionárias.

Da Redação

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Atualizado às 09:27

O Tribunal de Contas da União decidiu investigar os acordos firmados pelo MPF e a dimensão do "orçamento paralelo" hoje nas mãos de procuradores. Sugerido pelo ministro Bruno Dantas em junho, o levantamento dos valores foi aceito pelo plenário da Corte.

Em documento no qual propõe aos demais membros do TCU que seja dada a devida publicidade à destinação do dinheiro, o ministro Bruno Dantas questiona: “qual seria a real magnitude dos recursos envolvidos nesses ajustes, cuja destinação tem sido dada à margem do ciclo orçamentário?”.

t

No documento, o ministro observou que há 30 anos a lei da ação civil pública concedeu poderes para que a Defensoria Pública e o Ministério Público firmassem termos de ajustamento de conduta e acordos. Ele também aponta que houve, nos últimos anos, um crescimento significativo dos instrumentos de consensualidade no âmbito da Administração Pública brasileira, o que seria uma abordagem eficiente e célere para a solução de conflitos.

Por outro lado, destacou que os valores, bem como a destinação do montante, não são conhecidos. 

“Questiona-se se não está sendo completamente desconfigurada a repartição de tarefas estatais já há alguns séculos estabelecida no mundo ocidental."

Dantas usou como exemplo a quantidade de regras que condicionam um ordenador de despesas integrante do executivo, que deve passar por uma série de processos e ainda responde ao CGU, TCU, MPU. Quanto às receitas e despesas "que estão correndo de forma paralela” no MP, "como estão sendo conduzidas, geridas e avaliadas?", questionou.

“Considerei relevante que o TCU ponderasse a pertinência de avaliar a regularidade da forma de recolhimento e gasto dos recursos, bem como o grau de transparência dessas informações para o público em geral. É fundamental a participação desta Corte no aperfeiçoamento da transparência dessas informações.”

O ministro sugeriu ao plenário um levantamento preliminar das informações, a ser obtido via CNMP, o que foi aceito pelos demais membros.

Transparência

Há um ano, Migalhas questionou, em reportagem, o destino dos bilhões arrecadados em acordos, indenizações e apreensões.

Em março, o PT ingressou com representação no TCU para que fosse instaurada investigação para apurar acordo feito pela Lava Jato com a Petrobras e autoridades norte-americanas, pelo qual cerca de 80% - algo em torno de R$ 2,5 bi – ficariam com a Lava Jato.

Na ocasião, os procuradores planejaram criar um fundo onde parte do dinheiro seria depositado, o qual teria como objetivo “a promoção da cidadania; formação de lideranças; aperfeiçoamento das práticas políticas; e conscientização da população brasileira”.

O acordo chegou a ser homologado pela Justiça de Curitiba, mas a criação do fundo foi barrada pelo ministro Alexandre de Moraes no STF.

Após intenso debate social sobre o destino dos recursos, o MPF desistiu da ideia da claramente ilegal "Fundação Lava Jato".

Patrocínio

Patrocínio

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

TORRES & SILVA SOCIEDADE DE ADVOGADOS LTDA
TORRES & SILVA SOCIEDADE DE ADVOGADOS LTDA

TORRES & SILVA SOCIEDADE DE ADVOGADOS LTDA