MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Fomentar métodos extrajudiais reduz contencioso consumerista
Boas práticas

Fomentar métodos extrajudiais reduz contencioso consumerista

Engajado com a desjudicialização, MercadoLivre realiza evento para discutir a experiência do consumidor online e propagar o uso de ferramentas gratuitas de resolução de conflitos.

Da Redação

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Atualizado em 25 de outubro de 2019 12:38

Alguns dos principais nomes do setor jurídico do consumo online no Brasil estiveram ontem, 24/10, na sede do MercadoLivre para a quarta edição do evento "IV Desafios Jurídicos na Era da Internet". A iniciativa da companhia líder em tecnologia para e-commerce e serviços financeiros reuniu cerca de 200 pessoas, incluindo advogados, autoridades públicas e diversos profissionais do setor para discutir sobre a experiência do consumidor online.

t

O evento tem o objetivo de criar oportunidade para discussões sobre os principais temas que envolvem a internet e o comércio eletrônico no Brasil e em toda a América Latina, e fomentar a definição de novas práticas que acompanhem as mudanças de comportamento do consumidor atual”, destaca Ricardo Lagreca, diretor Jurídico sênior e de Relações Governamentais do MercadoLivre no Brasil.

A plataforma, que realiza 10 vendas por segundo, adota como prática de desjudicialição o online dispute resolution desde o atendimento por acreditar que solucionar o problema no estágio inicial permite que o usuário permaneça como cliente, dando confiança para que a experiência seja positiva e constante.

Além disso, utilizam o Consumidor.gov para questões de não judicialização, fazem mediação atípica entre comprador e vendedor e usam lawtechs para auxiliar nos casos necessários, como explica a gerente jurídica Marília Lins de Oliveira na entrevista abaixo.

Mediado pela advogada Caroline Visentini, coordenadora da área de Consumidor Estratégico de Trench Rossi Watanabe, o painel “Experiência do consumidor online - como melhorar e ampliar” trouxe ainda o case da Unilever Brasil, apresentado pela diretora jurídica Vanessa Vilar. A companhia tem como filosofia colocar o consumidor no centro de tudo. O resultado desse engajamento é um baixíssimo índice litígios de consumo: 0,05%. Da mesma discussão, participaram Diógenes Faria de Carvalho e Vitor Hugo do Amaral Ferreira, do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor - Brasilcon; e Tiago Silva, superintendente do Itaú Unibanco. Um dos setores que mais sofre no país, Silva explica que o banco busca um atendimento cada vez mais personalizado. Para ele “em tempo digitais é importante resgatarmos o que temos de mais humano”.

Já no painel “Os métodos online de resolução de disputas (ODR) e o acesso à justiça”, o Secretário da Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON)  Luciano Timm apresentou os projetos do governo para reduzir o número de processos na área do Direito do Consumidor, que atrás da trabalhista é que mais movimenta o judiciário. Para ele, a plataforma Consumidor.gov.br foi um grande avanço como ferramenta de diálogo entre as partes. Além de proporcionar o acordo entre os envolvidos, serve de base de dados para políticas públicas e reduz o custo da assimetria da informação. Já o Juiz Federal Erik Navarro apresentou como a tecnologia é usada em outros país e como ela pode auxiliar o judiciário com transparência, redução de custos e aumento de eficiência (tempo e resultado). Participaram também, Fernando Blanco Muiño, Diretor Nacional de Defesa do Consumidor da Argentina, que agregou outra perspectiva à discussão, já que o país tem uma legislação e um cenário bastante diferentes do brasileiro e Humberto Chiesi Filho, Diretor Jurídico Latam do Mercado Livre.

Encerrando o profícuo debate, o professor Kazuo Watanabe, consumerista renomado que possui teses consolidadas de defesa da conciliação, resumiu o encontro de forma pontual e até a analógica, diante de suas anotações feitas em bloco de notas de papel.

A máquina e incapaz de resolver certos problemas. Certamente ela ajuda, mas não resolve pequenas nuances de cada conflito, que dependem da sensibilidade humana. O acesso à justiça não é um mero acesso ao judiciário. É o acesso a uma ordem jurídica justa, que proporciona a tutela da cidadania e da dignidade da pessoa humana. Que cumpre o mandamento constitucional de construção de uma sociedade justa, solidária e igualitária. Hoje o judiciário precisa continuar com sua conduta de órgão imparcial. Mas a imparcialidade não significa neutralidade.

Além disso, o evento contou com um keynote de Jacobo Cohen-Imach, Vice-presidente Jurídico e de Relações Governamentais do MercadoLivre, que destacou o compromisso e os esforços da empresa na busca e construção de caminhos de conciliação, que garantam a melhor experiência para o consumidor e reduzam a necessidade de envolvimento da esfera judiciária.

MERCADOLIVRE.COM ATIVIDADES DE INTERNET LTDA

Patrocínio

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

NORONHA E NOGUEIRA SOCIEDADE DE ADVOGADOS

NORONHA E NOGUEIRA SOCIEDADE DE ADVOGADOS tem atuação na área empresarial trabalhista

ADRIANA MARTINS SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
ADRIANA MARTINS SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

Nosso escritório é formado por uma equipe de advogados especializados, nas áreas mais demandas do direito, como direito civil, trabalhista, previdenciário e família. Assim, produzimos serviços advocatícios e de consultoria jurídica de qualidade, com muito conhecimento técnico e jurídico. A...