domingo, 12 de julho de 2020

ISSN 1983-392X

Vaga no Supremo

Aras manifesta “desconforto” com fala de Bolsonaro de que pode indicá-lo ao STF

PGR reitera em nota que seu compromisso é com a atuação na chefia do parquet.

sábado, 30 de maio de 2020

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Na última quinta-feira, 28, Jair Bolsonaro disse que pode indicar o atual PGR Augusto Aras para ocupar a cadeira de ministro do STF se uma terceira vaga aparecer. Diante da declaração, o PGR manifestou, por nota, “desconforto”:

Conquanto seja uma honra ser membro dessa excelsa Corte, o PGR sente-se realizado em ter atingido o ápice de sua instituição, que também exerce importante posição na estrutura do Estado.”

Veja abaixo a declaração de Bolsonaro:

As vagas referidas por Bolsonaro atualmente são ocupadas pelo ministro Celso de Mello e Marco Aurélio. A aposentadoria obrigatória alcançará Celso de Mello (1/11), que desde agosto de 1989 tem cadeira na Corte Suprema. No ano seguinte, em 2021, mais uma vaga será aberta no Supremo, com a saída do ministro Marco Aurélio Mello, que completa 75 primaveras em julho. 

Já na sexta-feira, 29, Jair Bolsonaro foi às redes sociais esclarecer que, "com todo respeito" que tem por Aras, não cogita indicar seu nome para essas duas vagas.

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Na nota pública, Augusto Aras garante que, ao aceitar a nomeação para a chefia da PGR, não teve “outro propósito senão o de melhor servir à Pátria, inovar e ampliar a proteção do Ministério Público Federal e oferecer combate intransigente ao crime organizado e a atos de improbidade”.

  • Veja abaixo a íntegra da nota do PGR.

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Nota pública

O procurador-geral da República, Augusto Aras, manifesta seu desconforto com a veiculação reiterada de seu nome para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Conquanto seja uma honra ser membro dessa excelsa Corte, o PGR sente-se realizado em ter atingido o ápice de sua instituição, que também exerce importante posição na estrutura do Estado.

Ao aceitar a nomeação para a chefia da Procuradoria-Geral da República, não teve o atual PGR outro propósito senão o de melhor servir à Pátria, inovar e ampliar a proteção do Ministério Público Federal e oferecer combate intransigente ao crime organizado e a atos de improbidade que causam desumana e injusta miséria ao nosso povo.

O PGR considerar-se-á realizado se chegar ao final do seu mandato tão somente cônscio de haver cumprido o seu dever.

Augusto Aras

Procurador-geral da República

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