MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Vantagem competitiva: Escritórios investem em compensação de carbono
ESG | Práticas ambientais

Vantagem competitiva: Escritórios investem em compensação de carbono

Escritórios de advocacia entram no mercado voluntário da compensação de carbono e mostram bons resultados não só ambientais, mas também econômicos. Entenda como funciona na reportagem.

Da Redação

terça-feira, 22 de março de 2022

Atualizado às 07:46

“Teria o planeta nos traído, ou, nós que traímos o planeta?”, foi com esse questionamento que o documentário “Uma Verdade Inconveniente” (2006) ganhou as telas do cinema e acendeu um alerta vermelho para a sociedade: o planeta está esquentando e as consequências da mudança climática podem ser fatais.

O documentário aponta uma das principais causas para o aquecimento global: o efeito estufa, que é o aumento da temperatura da Terra pela retenção do calor por certos gases atmosféricos. Um deles é dióxido de carbono, responsável por cerca de 60% do efeito-estufa.

A corrida para frear o aquecimento global envolve inúmeros setores da sociedade e escritórios de advocacia têm mostrado que também têm muito a contribuir quando o assunto é a temática ambiental.

 (Imagem: Freepik)

Vantagem competitiva: Escritórios investem em compensação de carbono.(Imagem: Freepik)

Mercado de crédito de carbono

Uma das estratégias para diminuir os impactos ambientais causados por gases nocivos é o mercado de carbono, em que países e empresas têm metas para diminuir as emissões. De forma simplificada, funciona assim: empresas/países que conseguirem diminuir as emissões, além das metas, ganham créditos que podem ser vendidos para aquelas empresas/países que não vão conseguir atingir o limite fixado.

Essa compra de créditos, todavia, não é a única maneira de compensar emissões de carbono. Há um mercado voluntário de compensação. O escritório Pinheiro Neto Advogados, por exemplo, trabalha há 15 anos nele. Como? Reciclando materiais, reduzindo consumo de energia e investindo diretamente no reflorestamento por meio de plantio de mudas em área que antes era degradada.

Os advogados André Bernini e André Vivan explicam a dinâmica: o escritório faz um inventário detalhado sobre as emissões (com número de descolamentos de carro para e do escritório; horas de ar-condicionado e luz ligados; viagens nacionais e internacionais de avião etc.) e passa o resultado para uma empresa especializada, que ajuda a empresa a calcular o número de mudas que o escritório precisará plantar para que haja uma compensação efetiva.

De acordo com os advogados, o plano do escritório foi pensado para além do plantio de árvores ou da compra de créditos, “nosso plano foi pensado para ser perene e para que tivéssemos uma estratégia de recuperação de uma área que estava degradada e sofria com alagamentos. Com isso, nós conseguimos efetivamente enxergar o que a nossa iniciativa está gerando em determinada comunidade – a área que foi escolhida foi totalmente recuperada”.

Indagamos aos especialistas se esse mercado serviria apenas para os grandes escritórios. Segundo eles, não: “qualquer pessoa física ou jurídica pode compensar suas emissões por meio de apoio a projetos deste tipo ou adquirindo créditos de reduções de emissões a partir de projetos validados e verificados por entidades credenciadas para tal finalidade”.

Diferencial competitivo

Migalhas conversou também com Leonardo Sperb De Paola e Alessandro Panasolo, sócios do De Paola & Panasolo Sociedade de Advogados, um escritório situado em um bosque de 500 metros quadrados, no meio de Curitiba, e que recebeu o selo Zero Energy; ou seja, a empresa é autossuficiente na geração de energia.

Os sócios explicam que a compensação de carbono decorre de diversas práticas, tais como instalação de placas fotovoltaicas; racionalização de consumo de energia; conservação de áreas verdes com adoção de uma unidade de conservação categorizada como Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN com 847 hectares.

Os advogados reiteram que qualquer escritório, mesmo que pequeno, pode ter engajamento na temática, afinal “tudo impacta na questão ambiental”. Deixar de utilizar papel e fazer o peticionamento eletrônico, usar ar-condicionado de baixo consumo e ter iluminação de leds já contribuem para a compensação de carbono.

Para além dos benefícios ambientais, os advogados chamam atenção para os benefícios econômicos: “hoje, ninguém mais quer ser parceiro de quem não está preocupado com políticas de ESG, principalmente, as políticas relacionadas à questão ambiental. É um diferencial competitivo”.

Patrocínio

Patrocínio

SPENASSATTO ADVOGADOS
SPENASSATTO ADVOGADOS

SPENASSATTO SOCIEDADE DE ADVOGADOS

GONSALVES DE RESENDE ADVOGADOS

ATENDIMENTO IMEDIATO

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA