MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Migalhas Quentes >
  4. Latam não indenizará passageira por extravio temporário de bagagem
Extravio

Latam não indenizará passageira por extravio temporário de bagagem

TJ/RS concluiu que a não localização da bagagem pelo passageiro não possui potencial lesivo apto a causar o dano moral passível de indenização.

Da Redação

domingo, 16 de abril de 2023

Atualizado em 17 de abril de 2023 11:18

A 12ª câmara Cível do TJ/RS deu provimento ao recurso da Latam Airlines para afastar condenação ao pagamento de indenização por danos morais, devido a um extravio temporário da bagagem. O colegiado concluiu que a não localização da bagagem pelo passageiro não possui potencial lesivo apto a deflagrar o dano moral passível de reparação econômica.

A passageira ajuizou ação indenizatória em desfavor da Latam Airlines, após ter sua mala extraviada em transporte aéreo para Natal/RN. Conta que, em razão disso, teve que adquirir novas roupas, calçados e produtos de higiene pessoal, totalizando o prejuízo em R$ 1.754,66. Por este motivo, requereu a indenização por danos morais e materiais.

 (Imagem: Unsplash)

TJ/RS afasta pagamento de indenização por extravio de bagagem.(Imagem: Unsplash)

Ao analisar o caso, o magistrado de 1º grau julgou parcialmente procedentes os pedidos, condenando a companhia aérea ao pagamento de R$ 10 mil.

Inconformada com o resultado, a companhia aérea recorreu, sustentando que a bagagem da passageira havia sido entregue dentro do prazo previsto na resolução 400 da ANAC, que é de sete dias.

O argumento que foi acolhido pelo TJ/RS. A desembargadora relatora, Ana Lucia Carvalho Pinto Vieira, observou que, para que haja o dever de indenizar, é necessária a comprovação do dano sofrido, o que efetivamente não ocorreu no presente caso.

"Não obstante concordando que a não localização da mala no momento do desembarque seja causa de contrariedade e desconforto ao passageiro, não há potencial lesivo apto a deflagrar o dano moral passível de reparação econômica."

Por este motivo, os desembargadores julgaram a ação improcedente e condenaram a autora ao pagamento de honorários e custas judiciais.

A equipe do Rosenthal e Guaritá Advogados atuou na defesa da companhia aérea. 

Vejo o voto.

Rosenthal e Guaritá Advogados

Patrocínio

Patrocínio Migalhas