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Decisão

Banco deve convocar gestante impedida de tomar posse em cargo público

Magistrada afirmou que a postergação da posse revelou-se discriminatória ao estado gestacional da mulher, que inclusive já havia se programado para o ato.

Da Redação

sábado, 25 de novembro de 2023

Atualizado em 26 de novembro de 2023 08:32

A 1ª vara Cível de Brasília determinou que o presidente do Banco do Brasil convoque para a posse gestante aprovada em concurso público que foi impedida de praticar o ato administrativo. A decisão considerou discriminatória a postergação da posse da gestante.

No processo, a mulher conta que foi aprovada no concurso público do Banco do Brasil e foi convocada para tomar posse no dia 15/8/22. Informa que, na época, estava grávida e que comunicou o fato à sociedade de economia mista, mas que mesmo assim confirmou, por e-mail, que compareceria à posse. Por fim, afirma que, no dia do ato, foi impedida de tomar posse e que outros candidatos classificados em posição inferior à sua foram investidos no cargo público.

O Banco do Brasil afirma que a candidata se inscreveu e foi aprovada no concurso público, ocasião em que foi convocada e deferida a alteração de sua lotação a seu pedido. Alega que a posse foi marcada para o dia 15/8/22, mas que o parto estava previsto para o dia 10/8/22. Nesse sentido, defende que, tendo em vista o estágio avançado da gestação e a fim de assegurar a proteção à criança e não prejudicar a avaliação funcional da mulher, durante o tempo de experiência, decidiu postergar a posse da aprovada.

 (Imagem: Freepik.)

Magistrada entendeu o impedimento da posse como discriminatório.(Imagem: Freepik.)

Ao julgar o caso, a juíza substituta destaca que as correspondências eletrônicas trocadas entre as partes atestam que a mulher confirmou, com antecedência, que compareceria à agência para tomar posse, no dia 15/8/22, e que, posteriormente, houve nova confirmação. Pontua que, mesmo estando grávida, ela, por mais de uma vez e com antecedência razoável, explicitou a sua intenção em tomar posse e que o ente público não poderia substituir à aprovada na definição do que melhor atenderia aos seus interesses.

Por fim, a magistrada explica que é um contrassenso a alegação do banco de que contrariou a vontade da mulher para atender aos interesses dela. Para ela, "a postergação da posse, nesse cenário, revelou-se discriminatória ao estado gestacional da impetrante, quem inclusive já havia se programado para o ato".

Confira aqui a decisão.

Informações: TJ/DF.

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