MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. CCJ do Senado aprova aumento de cotas raciais em concursos públicos
PL 1.958/21

CCJ do Senado aprova aumento de cotas raciais em concursos públicos

O projeto aprovado aumenta de 20% para 30% o total de vagas reservadas para cotas raciais, incluindo também indígenas e quilombolas.

Da Redação

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Atualizado às 16:37

A CCJ - Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, nesta quarta-feira, 8, por 17 votos a favor e oito contra, o turno suplementar do PL 1.958/21, que prorroga por mais 10 anos a política de cotas raciais para concursos públicos e processos seletivos da administração pública Federal, direta e indireta, incluindo fundações privadas e autarquias.

Como o projeto segue em caráter terminativo, ele será encaminhado diretamente para análise da Câmara dos Deputados, sem necessidade de passar pelo plenário do Senado. O plenário só discutirá o tema se nove senadores apresentarem um recurso contra a matéria em até cinco dias úteis.

O projeto aprovado aumenta de 20% para 30% o total de vagas reservadas para cotas raciais, incluindo também indígenas e quilombolas. Atualmente, as cotas raciais para concursos abrangem apenas a população negra, compreendendo pretos e pardos. A lei de cotas para concursos, de 2014, expira em 9 de junho.

O relator do projeto, senador Humberto Costa, rejeitou as quatro emendas apresentadas pelos senadores Sérgio Moro, Flávio Bolsonaro, Plínio Valério e Rogério Marinho, que se manifestaram contra o projeto.

Para Costa, as emendas prejudicam a política de cotas raciais conforme previsto no projeto de lei. A CCJ ainda rejeitou todos os destaques apresentados pelos senadores contrários à matéria, mantendo o texto do relator Humberto Costa.

 (Imagem: Roque de Sá/Agência Senado)

CCJ do Senado aprova aumento de cotas raciais em concursos públicos.(Imagem: Roque de Sá/Agência Senado)

Mudança na redação

A única alteração acatada pelo relator foi a mudança da palavra “negro” para “preto e pardo”, após manifestação do senador Plínio Valério, que argumentou que pardo não é o mesmo que negro. “E, quando ele for atrás da bolsa e disser que é negro, ele vai ser vítima de discriminação e acusado de fraudador, porque ele não é negro”, argumentou.

Humberto Costa explicou que a legislação considera negras todas as pessoas que se declaram pretas ou pardas, conforme definição do IBGE.

Oposição

Alguns senadores se opuseram à matéria, argumentando que as cotas deveriam ser exclusivamente sociais, baseadas no nível de renda, e não na raça. “Essa discussão de etnia vai pelo lado errado, porque todos nós somos frutos da miscigenação. A discussão deveria ser socioeconômica”, defendeu o senador Carlos Portinho.

Por outro lado, o senador Fabiano Contarato argumentou que a população negra enfrenta preconceitos e discriminações que a população não negra não enfrenta, justificando assim a política de cotas raciais.

Patrocínio

Patrocínio

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

SPENASSATTO ADVOGADOS
SPENASSATTO ADVOGADOS

SPENASSATTO SOCIEDADE DE ADVOGADOS

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

instagram