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Uso medicinal

STJ: Homem com ansiedade poderá cultivar maconha para extração de óleo

Ministro do STJ garantiu salvo-conduto a paciente para cultivo de cannabis com finalidade medicinal, afastando sanções até o julgamento do mérito da ação.

Da Redação

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Atualizado às 18:08

Ministro Og Fernandes, do STJ, concedeu liminar para dar salvo-conduto a um paciente diagnosticado com ansiedade generalizada e depressão, assegurando que não seja penalizado pelo cultivo doméstico de Cannabis sativa, especificamente para a extração de óleo para uso.

Com a liminar, nenhum órgão de persecução penal, incluindo as Polícias Civil, Militar e Federal, o Ministério Público estadual e o Ministério Público Federal, poderá impedir o cultivo e a extração da erva para uso exclusivo do paciente, segundo a autorização médica, até que o mérito do HC seja julgado pela 6ª turma do STJ.

O caso chegou ao STJ após o TJ/MG negar o pedido do paciente para cultivar a planta e, assim, produzir o óleo medicinal. 

A defesa alegou que o uso do derivativo da maconha foi prescrito pela médica que acompanha o paciente, pois os medicamentos tradicionais foram pouco eficazes no tratamento e provocaram efeitos colaterais.

Ainda, sustentou que o paciente, engenheiro florestal, possui autorização da Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária para importação do óleo, mas que o custo elevado do produto o motivou a participar de um curso de cultivo e extração de canabidiol, para produzir o próprio medicamento.

 (Imagem: Freepik)

Paciente com ansiedade e depressão poderá cultivar maconha para extração de óleo.(Imagem: Freepik)

Precedentes

Na decisão, o ministro Og Fernandes destacou que a jurisprudência das duas turmas de Direito Penal do STJ aponta para o entendimento de que o cultivo de cannabis para fins medicinais não configura crime.

A posição se baseia na ausência de regulamentação prevista no art. 2º, parágrafo único, da lei 11.343/06O ministro citou, nesse sentido, diversos precedentes dos colegiados de Direito Penal que concederam salvo-conduto a indivíduos que necessitam da cannabis para fins medicinais.

O ministro considerou ainda que os fundamentos apresentados pelo TJ/MG para negar a concessão do salvo-conduto ao paciente são "frágeis", demonstrando a necessidade de resguardar o direito à saúde. 

Veja a decisão monocrática.

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