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Investigação

Moraes manda apreender celular de ex-assessor após mensagens vazadas

Ministro atendeu a pedido da Polícia Federal, que considerou medida necessária para investigação.

Da Redação

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Atualizado às 11:17

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou a apreensão do celular de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor no TSE, onde atuava no setor responsável pelo monitoramento de desinformação nas redes sociais.

A Polícia Federal cumpriu a ordem do ministro após Tagliaferro prestar depoimento nesta quinta-feira, 22, aos delegados que conduzem o inquérito sobre o vazamento de conversas que serviram de base para reportagens publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo. De acordo com os investigadores, depois do depoimento, Tagliaferro se recusou a entregar o aparelho, o que levou Moraes a determinar a apreensão.

Na semana passada, matérias jornalísticas acusaram o ministro de usar "formas não oficiais" para produzir informações que investigassem aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022, período em que Moraes presidia o TSE. Em resposta, o ministro afirmou que todos os procedimentos foram oficiais e dentro da legalidade.

 (Imagem: Gustavo Moreno/SCO/STF)

Moraes determina apreensão do celular de ex-assessor.(Imagem: Gustavo Moreno/SCO/STF)

Por determinação de Alexandre de Moraes, a PF investiga o vazamento de conversas entre Tagliaferro, que liderava a AEED - Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação sob a gestão de Moraes, e Airton Vieira, juiz auxiliar do ministro. Tagliaferro era o responsável pela elaboração dos relatórios.

Em maio do ano passado, o ex-assessor foi preso por violência doméstica e, após sua detenção, foi demitido por Moraes. De acordo com as investigações, o celular permaneceu sob a custódia da Polícia Civil de São Paulo até o dia 15 daquele mês, quando Tagliaferro foi liberado e teve o aparelho devolvido.

Na decisão que fundamenta a apreensão, Moraes justificou que os dados contidos no celular são relevantes para a investigação e de interesse público. "No caso dos autos, os requisitos se mostram plenamente atendidos, pois patente a necessidade da medida de busca pessoal para apurar o vazamento de informações e documentos sigilosos, com o intuito de atribuir e/ou insinuar a prática de atos ilícitos por membros desta Suprema Corte", afirmou o ministro.

Leia a decisão do ministro e a manifestação da PGR.

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