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Proibição

Desembargador mantém suspenso serviço de mototáxi da 99 e Uber em SP

Decisão, que nega multas e afasta o 'crime de desobediência', exige que as empresas cessem suas atividades, alegando falta de segurança e regulamentação.

Da Redação

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Atualizado às 09:49

Desembargador do TJ/SP, Eduardo Gouvêa manteve suspensa a determinação para interromper o serviço de mototáxi da 99 e da Uber na cidade.

Relator considerou que a Constituição Federal atribui aos municípios competência para legislar sobre assuntos de interesse local.

 (Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Justiça decide contra empresas e mototáxi segue proibido em São Paulo.(Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Entenda o imbróglio

A 99 anunciou no último dia 14, o início da operação de transporte por moto na cidade de São Paulo. O comunicado provocou reação imediata do prefeito Ricardo Nunes, que afirmou que a empresa não tem autorização para oferecer o serviço na capital, já que existe o decreto municipal 62.144/23, que suspende temporariamente o uso de motocicletas para transporte individual remunerado por aplicativos.

Para tentar derrubar a proibição, a 99 recorreu à Justiça alegando que o decreto é ilegal e inconstitucional, por não apresentar justificativa adequada para a restrição da atividade e por violar o direito à livre iniciativa e à mobilidade urbana.

Em defesa da medida, a Prefeitura argumentou que a decisão foi baseada em estudos realizados pelo Grupo de Trabalho, criado pela portaria SMT.GAB 002/23, que concluiu ser inviável permitir o transporte de passageiros por motocicletas acionado por aplicativos, considerando as condições específicas do trânsito da cidade.

Em 1ª instância, o juízo negou liminar por entender que a suspensão do serviço está respaldada em norma vigente e visa preservar a segurança no trânsito da capital paulista.

No último dia 22, a Uber se alinhou a 99 e anunciou retorno de transporte por motos na cidade.

Decisão

Na decisão, o desembargador apontou que, em análise inicial do recurso, não houve elementos suficientes para justificar a suspensão da decisão municipal. Ele destacou que “a Constituição Federal confere aos Municípios competência para legislar sobre assuntos de interesse local”.

Assim, o relator determinou o prosseguimento do agravo sem conceder o efeito suspensivo solicitado.

O caso segue para análise da Procuradoria Geral de Justiça, conforme despacho publicado em 20 de janeiro de 2025.

Leia o acórdão.

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