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Indenização

Família de menor morto eletrocutado em serviço receberá R$ 500 mil

O jovem, contratado irregularmente, não tinha registro em carteira e foi eletrocutado durante a execução de suas funções.

Da Redação

terça-feira, 15 de abril de 2025

Atualizado às 12:20

O juiz Clóvis Victório Júnior, da 1ª vara do Trabalho de Araçatuba/SP, condenou uma empresa ao pagamento de indenização por danos morais à família de um adolescente de 16 anos que faleceu eletrocutado durante a execução de serviços como auxiliar de calheiro.

Na decisão, o magistrado ressaltou a irregularidade da contratação, com destaque para a ausência de registro em carteira e a atividade em altura superior a dois metros, o que é vedado a menores de 18 anos, conforme a legislação trabalhista.

Contratado com um salário de R$ 70 por dia, o menor sofreu uma descarga elétrica fatal enquanto instalava calhas no telhado de uma residência. O empregador, citado judicialmente, não apresentou defesa e foi declarado revel.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou a irregularidade da contratação. Além da ausência de registro na CTPS, o trabalho em altura superior a dois metros é vedado para menores de 18 anos, sendo considerado uma das piores formas de trabalho infantil.

O magistrado também observou que a empresa também não comprovou a implementação de medidas de segurança e treinamento adequados para a atividade de risco.

 (Imagem: Freepik)

Empregador indenizará em R$ 500 mil família de menor morto em serviço.(Imagem: Freepik)

O juiz afirmou que, ao contratar o jovem irregularmente, o empregador “atentou contra os princípios da valorização social do trabalho protegido ao adolescente, e da dignidade do trabalhador enquanto pessoa humana em desenvolvimento”.

E acrescentou que, ao descumprir normas de saúde e segurança, “por certo, sua omissão contribuiu para a ocorrência do trágico acidente que levou um adolescente de 16 anos à morte, após dois meses de trabalho no seu primeiro emprego”.

O magistrado reconheceu o vínculo empregatício e determinou o registro da CTPS do adolescente, o pagamento de verbas rescisórias e o recolhimento do FGTS.

A empresa foi condenada a pagar R$ 500 mil à família do trabalhador como indenização por danos morais. 

Leia aqui a sentença.

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