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Diversidade

Judiciário tem o papel de garantir direitos de gênero, diz Cueva

Ministro do STJ destacou avanço judicial diante da resistência dos parlamentos em adaptar leis às mudanças sociais.

Da Redação

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Atualizado em 4 de julho de 2025 11:04

Em maio de 2025, a 3ª turma do STJ reconheceu o direito de uma pessoa registrar-se com gênero neutro no registro civil. A respeito do tema, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, afirmou, em entrevista à TV Migalhas, que o papel da Corte da Cidadania é consolidar e proteger direitos de gênero.

Segundo o ministro, esse papel tem sido exercido não somente no Brasil, mas em diversas jurisdições ao redor do mundo, diante de uma recorrente resistência dos parlamentos em acompanhar as transformações sociais e culturais que se intensificaram nas últimas décadas.

"A mudança de costumes é um fenômeno que se verifica no mundo inteiro, mas há certa resistência dos legislativos em traduzir essas transformações em normas jurídicas", observou o ministro.

Veja a entrevista:

Nesse cenário, afirmou, é comum que o Judiciário atue para reconhecer e garantir direitos que decorrem de situações de fato consolidadas socialmente, ainda que não estejam expressamente previstos na legislação vigente.

Para Cueva, essa atuação judicial é essencial para assegurar que todas as pessoas possam usufruir plenamente de direitos que correspondem às suas condições de vida e identidade, mesmo diante de normas ultrapassadas.

"É o Judiciário que, muitas vezes, permite que essas condições normais à vida das pessoas sejam reconhecidas como direitos naturais", enfatizou.

A fala do ministro reforça uma tendência observada em diversas decisões de cortes superiores que vêm reconhecendo direitos fundamentais - especialmente no campo dos direitos das mulheres e da população LGBTQIA+ - a partir de uma leitura constitucional e principiológica.

Gênero neutro

No caso decidido de forma unânime pela 3ª turma do STJ, em maio, uma pessoa, após cirurgias e tratamento hormonal para transição de gênero, não se identificou nem como homem, nem como mulher, e solicitou a retificação do registro.

A relatora da ação, ministra Nancy Andrighi, destacou a complexidade da situação e o sofrimento enfrentado pela pessoa, pontuando que se trata de um desafio jurídico e social e um dos primeiros julgamentos sobre o tema no mundo.

A decisão determinou a exclusão da menção ao gênero masculino e a inclusão da designação de gênero neutro no registro civil.

O evento

O XIII Fórum de Lisboa acontece de 2 a 4 de julho e tem como tema "O mundo em transformação - Direito, Democracia e Sustentabilidade na Era Inteligente". O evento reúne autoridades e acadêmicos de diversas áreas para discutir como a chegada da Era Inteligente tem moldado as relações entre Estados, instituições, empresas e sociedade.

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