MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Especialistas avaliam impacto do novo marco regulatório do BaaS
Direito Bancário

Especialistas avaliam impacto do novo marco regulatório do BaaS

Nova norma define papéis, amplia a proteção do cliente e fortalece a confiança em modelos de integração tecnológica.

Da Redação

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Atualizado às 11:14

BCB - Banco Central do Brasil e o CMN - Conselho Monetário Nacional estabeleceram o primeiro marco regulatório dedicado ao modelo de BaaS - Banking as a Service.

A norma, que entra em vigor imediatamente, define quem pode prestar o serviço, como deve funcionar a relação entre instituições autorizadas e empresas parceiras, e quais garantias são necessárias para proteger clientes e manter a integridade do sistema financeiro.

Com isso, o regulador busca reduzir riscos, aumentar a previsibilidade jurídica e assegurar competição e eficiência neste mercado em rápida expansão.

De acordo com Christian Squassoni, sócio da área de Direito Bancário do Barcellos Tucuduva Advogados e membro da Comissão de Direito Bancário da OAB/SP, o movimento já era esperado.

"O BaaS ganhou escala e passou a envolver milhões de clientes e transações; tratá-lo apenas como um arranjo contratual deixou de fazer sentido. Existia essa necessidade de regras mais claras para equilibrar inovação e segurança", afirma.

A nova regulamentação esclarece o papel de cada parte no modelo: instituições autorizadas pelo BCB atuarão como prestadoras de serviços financeiros e de pagamento, enquanto empresas dos mais variados setores — varejo, tecnologia, serviços e fintechs — poderão ofertá-los como tomadoras dos serviços de BaaS.

O texto estabelece exigências sobre governança corporativa, gerenciamento de riscos, controles internos, conduta, contratação e responsabilização, além de reforçar critérios de prevenção à lavagem de dinheiro e fraude.

 (Imagem: Divulgação)

Christian Squassoni e Thiago Amaral.(Imagem: Divulgação)

Um dos pontos centrais é a transparência. "As instituições prestadoras deverão garantir que sua identificação esteja sempre visível ao cliente, seja em canais digitais, contratos, documentos ou instrumentos de pagamento. O consumidor não pode descobrir só no momento do problema qual instituição realmente responde pelo produto", destaca.

O regulador também determinou que prestadores mantenham dados e documentações acessíveis ao BCB, fortalecendo a supervisão e padronizando práticas de monitoramento e reporte. Para Squassoni, esse rigor deve elevar o nível de segurança. "A vedação a estruturas opacas e a exigência de controles mais robustos dificultam o uso do BaaS para atividades ilícitas", comenta.

As empresas que já operam em estruturas similares terão até 31/12/26 para adequar contratos e revisar processos. De acordo com Thiago Amaral, sócio da área de Meios de Pagamento e Fintechs do escritório, o desafio inclui atualizações tecnológicas, revisão de integrações, reestruturação de rotinas de KYC, monitoramento e troca de informações.

"Em muitos casos, será necessário repensar o desenho da parceria e revisar sistemas legados", observa o especialista, reforçando que a adaptação tende a exigir esforço jurídico e operacional significativo.

Barcellos Tucunduva Advogados

Patrocínio

NORONHA E NOGUEIRA SOCIEDADE DE ADVOGADOS

NORONHA E NOGUEIRA SOCIEDADE DE ADVOGADOS tem atuação na área empresarial trabalhista

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

instagram