Assessor do STF é preso e exonerado após stalking contra ex
Servidor foi preso em flagrante por descumprir medidas protetivas e teve exoneração publicada no Diário Oficial dias depois.
Da Redação
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
Atualizado às 12:14
Marcelo Pereira Pitella, ex-assessor do ministro do STF Nunes Marques, foi preso em flagrante no Distrito Federal por descumprimento de medida protetiva determinada em favor da ex-esposa. O caso envolve os crimes de stalking, violência psicológica e injúria.
Conforme matéria publicada pelo site Metrópoles, assinada pelos jornalistas Manoela Alcântara e Carlos Carone, e posteriormente reproduzida pelo G1, a prisão ocorreu na madrugada de 20 de dezembro, após a Polícia Militar ser acionada.
Segundo informações da PM/DF, Pitella estaria descumprindo medidas protetivas vigentes. Em audiência de custódia realizada no mesmo dia, ele recebeu liberdade provisória. Não foram divulgados detalhes sobre os motivos que levaram à imposição das medidas protetivas.
À época dos fatos, ele era assessor no gabinete do ministro Nunes Marques, cargo que ocupava desde novembro de 2020. Dias após a prisão, o STF publicou portaria no Diário Oficial exonerando-o do cargo em comissão, com efeitos a contar da data da detenção.
De acordo com apuração, a vítima - uma juíza federal - havia se hospedado em um hotel em Brasília para se afastar do então marido. Ainda assim, Pitella teria conseguido localizá-la após instalar, de forma clandestina, um aparelho localizador no veículo da magistrada.
Em choque, a juíza acionou a polícia. Ela já possuía duas medidas protetivas contra o ex-companheiro, que o proibiam de se aproximar.
Pitella foi preso depois de deixar o hotel e seguir em direção ao Lago Sul, em Brasília. Na sequência, passou por audiência de custódia, em que foi determinado o monitoramento eletrônico.
Embora tenha perdido o cargo em comissão no gabinete do STF, Marcelo Pereira Pitella permanece como servidor do Tribunal, redistribuído do Tribunal Regional Federal da 1ª região.




