MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Defensorias pedem medidas de proteção a moradores de rua contra calor extremo do RJ
Rio 40 graus

Defensorias pedem medidas de proteção a moradores de rua contra calor extremo do RJ

Início de 2026 marca a maior crise térmica já registrada na cidade, com temperaturas significativamente acima da média histórica.

Da Redação

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Atualizado às 11:04

A DPU - Defensoria Pública da União e a DP/RJ Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro ingressaram com ação civil pública para que o município do Rio de Janeiro adote medidas imediatas de proteção à população em situação de rua, diante da onda de calor extremo que atinge a capital e do agravamento causado por falhas no abastecimento de água.

De acordo com a ação, o início de 2026 marca a maior crise térmica já registrada na cidade, com temperaturas significativamente acima da média histórica.

No pedido, as instituições sustentam que a combinação entre temperaturas recordes e dificuldade de acesso à água potável expõe pessoas em situação de rua a riscos severos de desidratação, mal-estar e agravamento de doenças. Segundo as defensorias, esse grupo enfrenta maior vulnerabilidade por não contar com acesso regular a ambientes climatizados, banheiros e pontos de hidratação.

Dados apresentados do Sistema Alerta Rio indicaram que, em 10/1/26, o município alcançou o nível de calor 3, classificação associada a risco severo à saúde humana.

O processo também reuniu informações da Secretaria Municipal de Saúde, que apontam 1.734 atendimentos por desmaios e mal-estar entre os dias 9 e 11 de janeiro. De acordo com a pesquisa, unidades como o Hospital do Andaraí e a UPA Vila Kennedy registraram aumento expressivo na demanda durante o período de calor intenso.

Outro fator destacado pelas defensorias é a instabilidade no Sistema Guandu, responsável pelo abastecimento de grande parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A necessidade de redução do consumo de água, recomendada pelas autoridades, teria dificultado ainda mais a adoção de cuidados básicos por pessoas em situação de rua, como hidratação frequente e acesso a locais para se refrescar.

 (Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress)

Moradores de rua sofrem com calor extremo do Rio de Janeiro no verão de 2026.(Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress)

Pedidos

A DPU e a DPRJ solicitaram que a Justiça determine ao município a implementação de medidas emergenciais enquanto persistirem as temperaturas extremas.

Entre os pedidos estão a distribuição de água e protetor solar, o funcionamento ininterrupto de bebedouros e banheiros em áreas estratégicas, a criação de pontos de resfriamento e a ampliação do acesso a espaços climatizados.

As defensorias também requerem que equipes que atuam diretamente com a população em situação de rua, como o Consultório na Rua, tenham pausas programadas para hidratação e descanso durante o trabalho de campo.

Por fim, pleiteiam a condenação do município ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos em caso de descumprimento das medidas, com destinação dos valores ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, em razão da violação de direitos fundamentais.

A ação foi assinada pelo defensor regional de direitos humanos da DPU no Rio de Janeiro/RJ, Thales Arcoverde Treiger, e pela defensora pública do Estado do Rio de Janeiro/RJ, Cristiane Xavier de Souza.

Patrocínio

Patrocínio

SPENASSATTO ADVOGADOS
SPENASSATTO ADVOGADOS

SPENASSATTO SOCIEDADE DE ADVOGADOS

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

instagram