Fraude: Operação mira tentativa de mandado de prisão contra Lula e Moraes
Ataque cibernético atingiu bases do CNJ e processos eletrônicos em tramitação no TJ/GO.
Da Redação
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Atualizado às 10:27
Na manhã desta quinta-feira, 5, a PC/GO - Polícia Civil de Goiás deflagrou uma operação para apurar fraudes cibernéticas que atingiram sistemas do CNJ e também processos eletrônicos em tramitação no TJ/GO. A investigação envolve um ataque ocorrido em janeiro, que tentou simular a expedição de mandados de prisão contra o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Segundo a apuração, hackers acessaram indevidamente plataformas judiciais e promoveram alterações internas em registros relacionados a mandados de prisão. No caso do CNJ, a tentativa de fraude não resultou na emissão de ordens judiciais, mas houve modificação irregular de dados vinculados ao BNMP - Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões.
Invasão no CNJ
Em nota divulgada após a identificação do ataque, o CNJ informou que os registros foram prontamente corrigidos e esclareceu que “a alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”.
A investigação aponta que o acesso aos sistemas ocorreu por meio do uso indevido de logins e senhas pertencentes a usuários de tribunais, obtidos a partir do roubo de credenciais. De acordo com o levantamento interno do CNJ, não foram constatadas falhas estruturais nas plataformas digitais da instituição.
Além das tentativas de alteração de mandados, os suspeitos também são investigados por adulterar processos eletrônicos em curso no TJ/GO, com a inserção de documentos falsos para simular decisões judiciais. Entre as práticas sob apuração estão a emissão irregular de alvarás de soltura, a liberação de valores bloqueados judicialmente e a autorização indevida para restituição de veículos apreendidos.
A operação contou com o apoio do Núcleo de Inteligência do TJ/GO e das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal, que atuaram no suporte operacional às diligências. A PC/GO confirmou a deflagração da ação por meio de suas redes sociais e informou que as investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema.




