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Dívida sustentável

Pesquisa da FGV Direito SP cria base de dados sobre dívida no Brasil

Relatório aponta mais de 200 títulos sustentáveis emitidos no Brasil entre 2016 e junho de 2024, somando R$ 99,8 bilhões.

Da Redação

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Atualizado em 10 de fevereiro de 2026 13:12

Entre 2016 e junho de 2024 foram emitidos 215 títulos sustentáveis no Brasil, somando R$ 99,8 bilhões. A maioria das emissões ocorreu por meio de debêntures, embora os CRIs - Certificados de Recebíveis Imobiliários e os CRAs - Certificados de Recebíveis do Agronegócio venham ganhando espaço.

Os dados resultam da pesquisa "O Mercado de Dívida Sustentável no Brasil", um dos eixos do projeto Transição Ecológica e Justiça Climática: Desafios e Perspectivas para o Brasil, realizado pela FGV Direito SP em parceria com o iCS - Instituto Clima e Sociedade. O estudo, feito pelo Núcleo de Mercados Financeiros e de Capitais (MFCap) da FGV Direito SP e coordenado pela professora Viviane Muller Prado, teve o objetivo de mapear as emissões de dívida sustentável no Brasil nos últimos anos e disponibilizar uma base de dados pública sobre o tema.

Empresas emitem títulos rotulados para captar recursos com propósito social, ambiental ou sustentável, alinhando suas operações aos objetivos de sustentabilidade e às expectativas de investidores. A decisão combina responsabilidade e estratégia financeira, potencialmente ampliando a base de investidores e podendo haver redução dos custos de capital. Os dados levantados e organizados na pesquisa consideraram instrumentos financeiros como green bonds, social bonds e sustainability-linked bonds, também chamados de “rotulados”, “temáticos” ou “ESG”.

 (Imagem: Freepik)

Estudo da FGV Direito SP e iCS aponta que mais de 200 títulos sustentáveis somaram R$ 99,8 bilhões no Brasil entre 2016 e 2024.(Imagem: Freepik)

A pesquisa mostra, em detalhes, onde os recursos se concentram, quais setores lideram as emissões sustentáveis e de que modo os títulos são verificados. De acordo com a pesquisa, cerca de 74% das emissões analisadas foram rotuladas como verdes (incluindo projetos ambientais, energia limpa, água, florestas, resíduos, mobilidade de baixa emissão), 4% como sociais (projetos voltados a pessoas nas áreas de saúde, moradia, educação, inclusão e geração de empregos) e 22% como sustentáveis (que combinam objetivos ambientais e sociais na mesma emissão).

O setor de energia lidera as emissões sustentáveis e concentra 78 das 215 emissões. No caso da concentração de recursos, aproximadamente 40% das emissões podem ser rastreadas geograficamente, sendo que a maior parte delas tem origem na região Sudeste do país, somando mais de R$ 31,6 bilhões.

Os resultados da pesquisa estão disponíveis no site Home | Projeto Mercado Dívida Sustentável, que contém informações sobre a metodologia da pesquisa, gráficos, base de dados e o relatório completo.

FGV Direito SP

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