Evento jurídico treina estudantes brasileiros para competições globais
O Diversity Moot foi realizado em São Paulo e protagonizado pelas universidades UEA, UNIPÊ e PUC-SP, e contou com a presença de juristas renomados.
Da Redação
quinta-feira, 12 de março de 2026
Atualizado em 11 de março de 2026 14:28
Realizado na última quinta-feira, 26/2, o 2º Ibrachina Diversity Moot – Brazilian Arbitration Training Series, powered by IBCJ & CEDES, promovido pelo IBCJ - Instituto Brasileiro de Ciências Jurídicas, pelo CEDES - Centro de Estudos de Direito Econômico e Social, pelo Ibrachina - Instituto Sociocultural Brasil-China e pelo Ibrawork, é uma plataforma de treinamento estratégico em arbitragem, reunindo equipes universitárias de diferentes regiões do país e promovendo o intercâmbio de experiências jurídicas, culturais e argumentativas.
Dessa forma, o encontro serve como etapa preparatória para competições de arbitragem, como a Vis East Moot, em Hong Kong, e a Willem C. Vis International Commercial Arbitration Moot, em Viena.
Nesta edição, participaram as delegações da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que contou com o empenho dos oradores Allana Menezes, João Lucas Liberato e Eduardo Kanichi; do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), com o time composto por Anna Beatriz Targino da Silva e Sarah Herculano Bandeira; e da PUC-SP - Especialização, MBA e Extensão, que foi dividida em duas equipes, pois cada uma disputará diferentes torneios este ano. A equipe que irá para o Vis Moot, em Viena, foi formada pelas estudantes Lara Farah, Stefany Arantes e Mariana Carreira; já a que estará no East Moot, em Hong Kong, foi representada pelos bacharéis Henrique Padilha e Wendell Hossu. Essa composição de intercâmbio interestadual reforça a pluralidade regional como elemento central da identidade do evento.
O Diversity Moot teve três rodadas, nas quais, em cada etapa, cada conjunto enfrentava um novo time em busca de somar pontos para garantir a classificação para a final. A primeira rodada contou com a avaliação dos árbitros Guilherme Soncini, Rebeca Franzoni e Sophia Toledo, compondo o primeiro trio; e Pedro Isaac, Manuela Andrade e João Jarske, o segundo. Para a etapa seguinte, foi alterada apenas a primeira banca, que foi substituída pelas juradas Carolina Calanca, Larissa Hollo e Luísa Calado. Na última fase antes da final, Guilherme Rebouças e João Lessa substituíram Jarske e Calado.
Além de a competição ser toda em inglês, com o objetivo de garantir que os candidatos estejam preparados para as disputas internacionais, ao final de cada rodada os alunos recebiam feedback dos árbitros, a fim de indicar pontos que poderiam ser aprimorados e, assim, ajudá-los na busca pelos títulos dos Moots. Os avaliadores perceberam que, ao avançar das etapas, os estudantes adotavam as sugestões apresentadas.
"Como eu estive na sua banca anterior e estou nesta também, percebi que você adotou minha sugestão de apresentar o caso e explicá-lo. Isso é muito importante e eu queria te parabenizar por isso", disse Calanca para Anna Beatriz, membra da UNIPÊ.
Para anunciar as duplas classificadas, Thomas Law, presidente do IBCJ e do Ibrachina, vice-presidente do CEDES e desenvolvedor do evento, acompanhado de Napoleão Casado, professor e orientador das equipes da PUC e da UNIPÊ, comentou sobre o evento. Law destacou a importância do empenho dos estudantes em iniciativas como essa para a formação profissional e para a visibilidade do Brasil no cenário internacional, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento da educação jurídica. Napoleão ressaltou o bom desempenho da PUC em edições anteriores do Willem C. Vis Moot e do Vis East Moot e parabenizou a UEA por sua evolução em relação ao ano anterior, anunciando os amazonenses como finalistas junto à PUC Viena.
A final foi conduzida por Larissa Hollo, Eliana Baraldi e Eduardo Terashima, especialistas com ampla carreira em arbitragem internacional. O momento foi marcado pelo alto nível da disputa entre os dois grupos concorrentes. A PUC se prepara para o Vis Moot em março e, na última semana, a UEA foi campeã do VISards, um pré-Moot internacional online sediado na Índia, que contou com a participação de bacharéis do mundo todo. Após avaliação, a banca retornou elogiando ambas as instituições, pontuando detalhes que podem ser aprimorados para as próximas competições e anunciando a Universidade do Estado do Amazonas como campeã do 2º Ibrachina Diversity Moot – Brazilian Arbitration Training Series, powered by IBCJ & CEDES.
Após o resultado, ambas as finalistas agradeceram a oportunidade, elogiaram a estrutura do evento e o apoio institucional recebido dos organizadores e patrocinadores.
"A PUC costuma conseguir boas classificações nos Moots, e recentemente a Universidade do Estado do Amazonas ganhou um pré-Moot disputando contra grandes instituições internacionais, como a King’s College de Londres. Nosso objetivo ao apoiar o desenvolvimento de cada estudante não é apenas realizar os sonhos e as ambições de cada um deles, mas porque acreditamos que, dessa forma, abrimos oportunidades para que o aluno saia da faculdade preparado para atuar com arbitragem internacional. E, assim, também posicionamos o Brasil como referência em um cenário global", concluiu Thomas Law.






