ChatGPT e outras IAs se tornam novo "boca a boca" da advocacia
Rockham explica o que faz a inteligência artificial recomendar um escritório e ignorar outro.
Da Redação
segunda-feira, 16 de março de 2026
Atualizado em 15 de março de 2026 21:42
Faça um teste agora: abra o ChatGPT e pergunte "qual o melhor advogado [sua área] em [sua cidade]".
Se o seu nome apareceu, provavelmente não foi por acaso. A IA não jogou uma moeda. Ela consultou centenas de fontes, cruzou informações e decidiu que você, ou seu concorrente, merecia ser recomendado. Se o seu nome não apareceu, o motivo é simples: a inteligência artificial pode até saber quem você é, mas não te considerou relevante para aquela recomendação.
Esse fenômeno tem nome. Chama-se indicação artificial. E a lógica por trás dele é menos complexa do que parece.
A Rockham, agência especializada em marketing jurídico, estuda esses padrões desde que as IAs generativas se popularizaram, nos últimos dois anos. E o que se descobriu aponta para algo que muitos não esperavam: para entender como a IA escolhe quem recomendar, é preciso primeiro entender como o Google escolhe quem aparece. Porque a lógica de um nasce da lógica do outro.
Quando alguém pesquisa "advogado trabalhista em São Paulo", os primeiros resultados da página são anúncios pagos. Logo abaixo, aparecem os resultados que não são anúncios, aqueles que estão ali porque o Google os considerou relevantes, não porque pagaram. Fazer um escritório aparecer nesses resultados, sem pagar por clique, é o que o mercado chama de SEO (Search Engine Optimization, ou otimização para mecanismos de busca). O trabalho do SEO é exatamente esse: posicionar um escritório nos resultados que o Google considera confiáveis.
O detalhe é que esses resultados podem receber a maioria absoluta dos cliques dependendo do nicho. Existe um fenômeno chamado cegueira de anúncios: a maioria das pessoas pula os resultados patrocinados e vai direto para o que parece confiável. Você provavelmente já fez isso alguma vez também.
"O ChatGPT faz esse trabalho por você. Ele pula os anúncios. Quando alguém pergunta à IA quem é um bom advogado, ela consulta diretamente as fontes que considera relevantes e ignora completamente quem apenas pagou para aparecer. É como se a IA já viesse com a cegueira de anúncios embutida", aponta Thiago Saldanha, sócio-fundador da Rockham.
É aqui que entra o próximo passo. Se o SEO faz um escritório aparecer no Google sem pagar por anúncio, fazer esse mesmo escritório aparecer nas respostas da IA é o que se chama de GEO (Generative Engine Optimization, ou otimização para inteligências artificiais generativas). Um nasce do outro: a base do GEO é o SEO.
No livro "GEO para Advogados", lançado este ano pela Rockham e disponível na Amazon, os autores documentam casos práticos que ilustram essa lógica. Um deles chama atenção: um escritório tributário, o maior da sua região, investia R$ 4.000 por mês em Google Ads e dominava as posições pagas, mas era completamente ignorado pela IA porque nunca havia investido em SEO. O concorrente recomendado no lugar dele era menor, mas tinha conteúdo bem posicionado no Google. Exatamente o tipo de fonte que a IA consulta para montar suas recomendações. E esse movimento não é um caso isolado.
Os números reforçam a tendência: as visitas a sites vindas de inteligências artificiais cresceram 527% em um ano (Previsible, 2025) e visitantes que chegam por esse canal convertem 4,4 vezes mais (Semrush, 2025).
Cada vez mais pessoas confiam na recomendação de uma IA tanto quanto, ou mais, do que na opinião de um conhecido. A indicação humana não deixou de existir. Ela agora divide espaço com a indicação das inteligências artificiais.
A janela de oportunidade está aberta agora, enquanto poucos escritórios sabem que esse canal existe. Quem se posiciona primeiro tende a ter uma vantagem desproporcional: as IAs reforçam fontes que já citam, criando um efeito acumulativo.
Volte ao teste do início. Se o seu nome não apareceu, agora você sabe por quê. E sabe o que determina quem aparece.
O livro "GEO para Advogados" aprofunda cada um desses conceitos. Para quem quer entender como isso se aplica ao seu escritório na prática, a Rockham oferece um diagnóstico gratuito onde você descobre se está sendo recomendado pelas IAs e o que fazer para aparecer: www.rockham.com.br.
*Conteúdo patrocinado.






