Polícia busca homem que dizia ser ministro do STF para aplicar golpes
Suspeito é investigado pela Deam de Niterói por estelionato e ameaça após enganar vítima em aplicativo de relacionamento.
Da Redação
segunda-feira, 23 de março de 2026
Atualizado às 10:01
O Disque Denúncia do RJ divulgou cartaz para localizar Renato dos Anjos Mello, de 59 anos, suspeito de aplicar golpe de R$ 7 mil por meio de aplicativo de relacionamento, afirmando atuar como advogado, juiz federal, futuro desembargador e ministro do STF.
Ele é investigado pela Deam - Delegacia de Atendimento à Mulher de Niterói/RJ e é considerado foragido após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Relacionamento evoluiu para pedidos de dinheiro
Segundo o material divulgado, a vítima conheceu o suspeito em um aplicativo de relacionamento e manteve vínculo com ele por cerca de dois meses. Logo após o primeiro encontro, ele teria declarado estar apaixonado e afirmado que se casaria com ela em duas semanas.
Durante as conversas, o homem dizia ter boas condições financeiras. Além de afirmar que atuava como advogado, juiz federal, ministro do STF e futuro desembargador, ele dizia ser proprietário de fazenda e dono de restaurante em Curitiba.
Nos encontros presenciais, o suspeito chegou a acompanhar a vítima em visitas a apartamentos, sustentando que compraria os imóveis para ela.
Ao longo do relacionamento, a mulher realizou diversas transferências via Pix para outra pessoa, totalizando cerca de R$ 7 mil. Os valores teriam sido solicitados sob o argumento de empréstimos para pagamento de contas. Com o tempo, a vítima passou a desconfiar das versões apresentadas e percebeu que se tratava de uma farsa, encerrando o relacionamento.
Ameaças após o término
De acordo com o Disque Denúncia, após o rompimento, o homem passou a enviar imagens em que aparecia armado, além de afirmar que teria aberto conta bancária na Suíça em nome da vítima. Ele também encaminhou fotos de veículos de luxo e joias, dizendo serem de sua propriedade.
Ainda segundo o órgão, o suspeito declarou que teria clonado o celular da mulher, o que a deixou emocionalmente abalada.
Diante da situação, a vítima procurou a polícia, dando início às investigações conduzidas pela Deam de Niterói.




