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Furto de amostras

Professora da Unicamp suspeita de furtar vírus de laboratório obtém liberdade provisória

Docente foi presa na última segunda-feira, 23, após operação da PF.

Da Redação

quarta-feira, 25 de março de 2026

Atualizado às 16:54

A juíza Federal Valdirene Ribeiro de Souza Falcão, da 9ª vara de Campinas/SP, concedeu liberdade provisória à professora doutora Soledad Palameta Miller, presa em flagrante sob suspeita de furtar material biológico do Instituto de Biologia da Unicamp.

Segundo informações divulgadas pelo Portal G1, na decisão, a magistrada entendeu que, apesar dos indícios de autoria e da materialidade, as condições pessoais da investigada autorizam a soltura com medidas cautelares.

Amostras de vírus foram encontradas em laboratórios

O caso teve início após o desaparecimento de caixas com material viral do laboratório de virologia do Instituto de Biologia da Unicamp, fato comunicado pela própria instituição.

Na última segunda-feira, 23, a Polícia Federal prendeu a professora em flagrante. Segundo a apuração, a docente não tinha acesso próprio ao local e teria contado com a ajuda de terceiros para entrar nas dependências e retirar as amostras.

Durante as diligências, agentes localizaram os vírus em freezers de laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos, onde a professora atuava. Também foram encontrados frascos parcialmente descartados em lixeiras. O material foi recolhido e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

De acordo com a investigação, a manipulação e o armazenamento inadequado das amostras, fora dos protocolos de biossegurança, expuseram terceiros a risco direto e iminente.

 (Imagem: Denny Cesare/Código 19/Folhapress)

Justiça concede liberdade provisória a professora da Unicamp suspeita de furtar vírus de laboratório.(Imagem: Denny Cesare/Código 19/Folhapress)

Condições pessoais afastaram preventiva

A Polícia Federal solicitou a conversão da prisão em preventiva, mas o MPF se manifestou pela concessão de liberdade provisória com medidas cautelares, posição acolhida pela magistrada.

Ao analisar o caso, a juíza considerou que a investigada é primária, não houve violência ou grave ameaça, possui residência fixa em Campinas, exerce atividade profissional com renda mensal de R$ 16 mil e é mãe de duas crianças, de 2 e 5 anos.

Diante disso, concedeu liberdade provisória à professora, mediante cumprimento de medidas cautelares, afastando a prisão preventiva apesar dos indícios de autoria e da gravidade dos fatos apurados.

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