Governança, diversidade e protagonismo feminino marcam encontro na B3
Evento promovido pelo Grupo Conselheiras, reforçou o protagonismo de executivos e conselheiros na construção de ambientes corporativos mais sólidos, transparentes e diversos.
Da Redação
quinta-feira, 26 de março de 2026
Atualizado às 18:52
A Arena B3 foi palco, na manhã desta terça-feira, 26/3, do evento “A Governança dos Grandes Líderes em Empresas de Capital Aberto”, promovido pelo Grupo Conselheiras.
Abrindo o encontro, Silvia Bugelli, diretora estatutária da B3, e Sandra Comodaro, advogada, conselheira e fundadora do Grupo, destacaram a importância da boa governança e da diversidade na alta liderança.
Na sequência, o debate reuniu nomes de peso do mercado. Participaram do painel Geyze Diniz, cofundadora do Pacto Contra a Fome, Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury, e Miguel Setas, CEO da Motiva (ex-CCR). A mediação foi conduzida por Ana Buchaim, vice-presidente da B3.
Durante a discussão, os participantes abordaram desafios atuais das companhias abertas, a evolução das práticas de governança e o papel da liderança na geração de valor e confiança no mercado.
Em entrevista, Silvia ressaltou que os desafios da governança no Brasil passam pela ampliação da diversidade nos espaços de decisão. “A pauta da diversidade, da inclusão e da pluralidade de opiniões é super relevante, porque a governança das companhias refletem clientes, negócios e funcionários. Quando o colaborador não se sente representado, ele não se sente motivado”, afirmou.
A executiva também destacou a importância de conselhos mais diversos na prática. “Ter diferentes opiniões, com conselheiros de vivências distintas, traz uma riqueza muito grande para o negócio e para a companhia”, disse.
Outro ponto enfatizado foi o papel das mulheres na promoção de equidade e a importância de eventos que discutam o assunto. “Isso que o Grupo Conselherias faz é essencial. É preciso sair do discurso e ir para a ação. Muitas vezes, mulheres que chegam a posições de destaque não puxam outras. Dar voz e espaço é fundamental”, pontuou.
Já Sandra Comodaro destacou o papel estratégico do jurídico nas estruturas de governança. "A carreira jurídica é, por natureza, orientadora. O advogado está sempre aconselhando, fazendo leituras preventivas ou até combativas de situações colocadas à mesa. Isso é muito semelhante ao papel do conselheiro", explicou.
Segundo ela, a formação jurídica agrega valor às decisões estratégicas. “A formação jurídica pode ser um diferencial também para atuação em conselhos e pode contribuir para os conselhos, especialmente em temas ligados à governança, riscos e conformidade. Conhecer a lei coloca você em outro patamar dentro das discussões, e é exatamente isso que as empresas buscam”, afirmou.
Sobre as competências necessárias para atuar em conselhos, Sandra pontou: “Nunca parar de estudar, nunca parar de aprender, fazer as perguntas certas, ser provocativo e estar atento à inovação.”
Organizado pelo Grupo Conselheiras, o encontro reforçou o protagonismo de executivos e conselheiros na construção de ambientes corporativos mais sólidos, transparentes e diversos, bandeira defendida pelo grupo, desde sua criação em 2022.




