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Registro de extensões

Empresas podem registrar extensões após 14 anos, dizem especialistas

Rodrigo Azevedo e Leonardo Braga Moura veem nova rodada da ICANN como chance de criar domínios próprios, reforçar marcas e ampliar segurança digital.

Da Redação

terça-feira, 28 de abril de 2026

Atualizado às 16:28

Empresas interessadas em fortalecer sua presença digital terão uma nova oportunidade de criar extensões próprias de domínio na internet. A partir de 30/4, a ICANN abrirá uma nova rodada para propostas de novas terminações, segundo Rodrigo Azevedo, coordenador da área de Propriedade Intelectual e Direito Digital do escritório Silveiro Advogados"Esse modelo, conhecido como ‘.marca’, permite que as empresas utilizem a extensão de forma exclusiva, reforçando identidade e segurança no ambiente digital", explica .

"Uma extensão própria permite que a empresa tenha controle total sobre sua presença online. Além de facilitar a organização de serviços e plataformas digitais, também cria um ambiente mais seguro para clientes, que passam a reconhecer com facilidade os endereços oficiais da marca", afirma Rodrigo .

 (Imagem: Gemini)

ICANN abre nova rodada para criação de extensões inéditas.(Imagem: Gemini)

Outro fator apontado pelo especialista é a crescente escassez de nomes disponíveis nas extensões tradicionais. Segundo ele, em domínios populares, como .com ou .com.br, encontrar endereços livres para novos produtos ou serviços se tornou cada vez mais difícil. Rodrigo enfatiza que com uma extensão própria, a empresa passa a ter liberdade para criar novos endereços vinculados diretamente à sua marca.

Na prática, evidencia que as empresas precisam se candidatar a operar uma nova extensão dentro da própria infraestrutura da internet. A taxa inicial para participação é de US$ 227 mil (cerca de R$ 1,2 milhão), além da exigência de comprovação de capacidade técnica, jurídica e financeira para administrar a operação.

Atuação na ICANN

Na rodada anterior, em 2012, o escritório Silveiro Advogados liderou na América Latina a estruturação de candidaturas desse tipo, representando três empresas (Itaú, Ipiranga e Telefônica) das sete marcas brasileiras que apresentaram candidaturas aprovadas perante a ICANN.

"Empresas com presença digital relevante, atuação internacional ou forte preocupação com proteção de marca e segurança da informação tendem a se beneficiar mais desse modelo. Não há previsão de uma nova rodada, então as marcas que tiverem interesse precisam correr contra o tempo", afirma Leonardo Braga Moura, advogado da área de Propriedade Intelectual e Direito Digital de Silveiro Advogados.

A expectativa dos especialistas é que a janela para apresentação de candidaturas permaneça aberta entre 12 e 15 semanas. Destacam ainda que qualquer entidade legalmente estabelecida pode participar do processo, desde que cumpra os requisitos técnicos, jurídicos e operacionais previstos no guia oficial.

Silveiro Advogados

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