CEO da e-Xyon fará palestra sobre IA e Direito em congresso jurídico
Mauro Sampaio apresenta, na AB2L Lawtech Experience 2026 - maior ecossistema de inovação jurídica do mundo -, como dados e inteligência artificial transformam o jurídico em uma área estratégica.
Da Redação
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Atualizado em 8 de maio de 2026 10:06
A e-Xyon participa da AB2L Lawtech Experience com a palestra “Hiperautomação e Inteligência de Dados: A Transformação do Jurídico em Motor de Inteligência Corporativa”, ministrada pelo CEO da empresa, Mauro Sampaio no dia 14/5, às 14h40, no Palco 2.
O executivo irá propor uma reflexão direta sobre o futuro das organizações, destacando que a hiperautomação deixa de ser tendência para se consolidar como um fator crítico de competitividade no curto e médio prazo.
Durante a apresentação, o empresário contextualizará o tema ao afirmar que "a hiperautomação é um conceito que vai além da automação tradicional, pois reflete a estratégia da organização por meio do uso integrado de tecnologias e agentes de inteligência artificial". Segundo Mauro, mais do que uma evolução tecnológica, trata-se de uma mudança na forma como as empresas estruturam seus processos e tomam decisões.
Ao abordar o cenário jurídico, o CEO chama atenção para a dimensão do risco no Brasil: "o judiciário produz cerca de 24 milhões de processos por ano, o que representa um risco estimado em R$ 600 bilhões para as empresas, algo equivalente a cerca de 12% das receitas corporativas". Esse volume evidencia que o jurídico não pode mais ser tratado apenas como centro de custo, mas como uma área com impacto direto na gestão de risco e na eficiência operacional.
A importância de compreender a "causa raiz" dos processos judiciais também é destacada por Sampaio, ao explicar que ela decorre, em muitos casos, de falhas em produtos ou serviços e que entender essa origem é essencial para estruturar estratégias mais eficientes de defesa e prevenção.
Na prática, esse movimento já começa a se materializar: empresas mais avançadas têm automatizado a triagem e a gestão de processos em escala, reduzindo tempo e custo operacional em atividades repetitivas e aumentando a consistência dos dados, além de identificar padrões recorrentes de litígios e antecipar riscos com base em dados históricos.
Nesse contexto, a combinação entre dados, inteligência artificial e automação permite não apenas reagir aos processos, mas antecipar riscos e orientar decisões de negócio com maior previsibilidade.
A palestra reforça ainda o papel decisivo da tecnologia, com o executivo alertando que "as empresas não vão perder relevância por falta de dados, mas pela incapacidade de transformar esses dados em decisão e por manter o jurídico preso a rotinas operacionais que já poderiam estar automatizadas". Para ele, a hiperautomação não é uma moda passageira, mas um movimento estrutural que definirá quais empresas permanecerão relevantes no mercado.






