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Revisão criminal

Defesa de Bolsonaro pede ao STF revisão criminal para anular condenação

Os advogados alegam erro judiciário e contestam a tramitação do processo, argumentando que Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte.

Da Redação

sábado, 9 de maio de 2026

Atualizado às 08:33

A equipe jurídica responsável pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou, nesta sexta-feira, 8,  junto ao STF, uma solicitação de revisão criminal com o objetivo de invalidar a sentença condenatória de 27 anos e 3 meses de reclusão imposta no âmbito do processo relacionado à alegada conspiração golpista.

Segundo os advogados, a decisão condenatória carece de revisão em virtude da ocorrência de “erro judiciário”.

O que esta revisão criminal demonstrou, assim, foi um quadro de erro judiciário em sua acepção mais grave, precisamente aquela que legitima a atuação rescindente desta Suprema Corte”, declararam os advogados.

 (Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress)

Defesa sustenta existência de “erro judiciário” e questiona tramitação do processo na 1ª turma da Corte.(Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress)

No ano anterior, Bolsonaro foi considerado culpado pela 1ª turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Conforme estabelecido pelo regimento interno do Supremo, a análise da revisão criminal caberá à 2ª turma, integrada por André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados por Bolsonaro, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

Durante o julgamento de Bolsonaro, Fux migrou para a 2ª turma após manifestar voto pela absolvição do ex-presidente. No recurso apresentado, a defesa questionou o curso processual que culminou na condenação de Bolsonaro.

Para os advogados, em virtude de sua condição de ex-presidente, o julgamento de Bolsonaro deveria ter sido conduzido pelo plenário da Corte, e não pela 1ª turma.

Os advogados também levantaram questionamentos sobre a voluntariedade da delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, defendendo sua anulação. A ausência de acesso irrestrito às provas da investigação também foi objeto de contestação.

No que tange ao mérito, a defesa sustenta a inexistência de evidências que comprovem a participação de Bolsonaro nos eventos de 8 de janeiro de 2023 e na liderança de um plano para arquitetar um golpe de Estado. “É incontroverso nos autos que não há nenhuma ordem ou orientação do ex-presidente em relação ao 8 de janeiro”, afirmaram os advogados.

Bolsonaro foi condenado por cinco delitos: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente atualmente cumpre pena em regime domiciliar por motivos de saúde.

Informações: Agência Brasil.

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