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Atuação peculiar

Promotor encena com cajado do local do crime ao sustentar em Júri

Objeto foi recolhido durante diligência externa no local dos fatos e incorporado à exposição aos jurados.

Da Redação

terça-feira, 12 de maio de 2026

Atualizado às 14:53

A atuação do promotor Douglas Chegury durante Júri popular realizado entre os dias 6 e 8 de maio, em Luziânia/GO, repercutiu nas redes sociais após a divulgação de vídeos de sua sustentação oral em julgamento sobre homicídio, tentativa de homicídio e fraude processual.

Durante a apresentação aos jurados, o membro do MP/GO utilizou como “cajado” um galho de árvore recolhido no local do crime durante diligência externa.

Diligência externa

O elemento inusitado surgiu no segundo dia de julgamento, quando o juiz responsável suspendeu a sessão para a realização de uma diligência externa. Jurados, magistrado, integrantes do MP/GO, advogados e policiais foram até uma fazenda na zona rural de Luziânia, local onde ocorreu o homicídio analisado pelo tribunal do Júri.

A medida buscou esclarecer dúvidas sobre a dinâmica dos fatos.

Durante a inspeção judicial, Douglas Chegury utilizou o galho ao longo de parte do percurso e retornou com ele ao fórum. Depois, incorporou o objeto à sustentação oral como “cajado” e símbolo da narrativa apresentada aos jurados.

Assista:

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O caso

O Júri analisou a acusação contra o fazendeiro Cleiton da Silva Gomes e seu caseiro, Jocivaldo Ribeiro de Abreu. Conforme a denúncia do MP/GO, os dois teriam armado uma emboscada contra João Cláudio Gonçalves dos Santos, Lucas Gabriel Pereira da Silva e Daniel Gonçalves Duarte, em 14 de março de 2021, atraindo as vítimas até a Fazenda Santo Antônio da Boa Vista, na zona rural de Luziânia.

Segundo a acusação, ao chegarem ao local em motocicletas, as vítimas teriam sido recebidas a tiros por Jocivaldo. João Cláudio morreu no local, enquanto Lucas e Daniel conseguiram fugir.

O MP/GO sustentou que os acusados tentaram alterar a cena do crime ao posicionarem uma espingarda próxima ao corpo de João Cláudio, o que configuraria fraude processual.

Após três dias de julgamento, os jurados acolheram a tese da defesa de legítima defesa e absolveram os acusados. Prevaleceu a versão de que João Cláudio, Lucas e Daniel teriam rompido cadeados da propriedade e avançado em direção à sede da fazenda, momento em que Jocivaldo efetuou os disparos.

O conselho de sentença também afastou a acusação de fraude processual ao concluir que não houve alteração da cena do crime e que a espingarda encontrada ao lado do corpo pertencia às próprias vítimas.

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