Para Cármen, mulheres sofrem sobrecarga de trabalho no setor público
Ministra relatou ter sido substituída por três procuradores ao deixar um cargo, afirmando que a discriminação contra mulheres também se manifesta pela sobrecarga de trabalho, não apenas pela diferença salarial.
Da Redação
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Atualizado às 18:31
A ministra Cármen Lúcia, do STF, afirmou que o preconceito contra mulheres no ambiente de trabalho também se manifesta por meio da sobrecarga de tarefas, mesmo quando há igualdade formal de cargos e remuneração.
A declaração foi feita durante julgamento, no plenário da Corte, de ações que discutem a constitucionalidade de dispositivos da lei 14.611/23, que instituiu medidas voltadas à promoção da igualdade salarial entre homens e mulheres.
Em sua manifestação, a ministra destacou que a discriminação de gênero não se limita à remuneração ou ao acesso a cargos.
“Nos cargos públicos há algumas formas de preconceito que nos acometem. Por exemplo, se dá o mesmo cargo (...) e se entrega à mulher, às vezes, um número muito maior de trabalhos.”
Cármen contou que chegou a deixar um cargo no qual, posteriormente, foram designados três procuradores para substituí-la, evidenciando a sobrecarga de trabalho que enfrentava por ser mulher.
“Eu não reclamava, porque, se reclamasse, iam dizer: ‘mulher'. (...) Eu já saí de cargo que no meu lugar colocaram três procuradores, e eles reclamavam.”
Confira:






