AGU defende no STF inconstitucionalidade da lei da dosimetria
O órgão solicitou a manutenção da suspensão da lei até decisão final do Supremo.
Da Redação
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Atualizado às 12:02
A AGU - Advocacia-Geral da União apresentou, nesta terça-feira, 19, defesa da inconstitucionalidade da lei da dosimetria, legislação que possibilita a atenuação das sanções penais aplicadas aos réus condenados em decorrência dos atos de 8 de janeiro de 2023, nos quais se inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em manifestação encaminhada ao STF, o órgão expressou sua opinião favorável à manutenção da suspensão da aplicação da referida lei. O parecer foi requisitado pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou a suspensão da vigência da lei até que a Suprema Corte profira decisão final acerca de sua constitucionalidade.
A AGU argumenta que a promulgação da lei da dosimetria pelo Congresso Nacional configura um “retrocesso institucional”.
Para o órgão, os atentados contra a ordem democrática devem ser objeto de resposta firme, considerando a gravidade das condutas perpetradas.
“A lei 15.402/26 padece, ainda, de múltiplas e graves incompatibilidades materiais com a Constituição da República, especialmente porque enquanto o constituinte originário buscou estabelecer travas severas na direção da defesa da democracia, o diploma legal impugnado, em sentido oposto, inclina-se a beneficiar aqueles que tentaram e poderão tentar subvertê-la”, asseverou a AGU.
Ao menos três ações judiciais questionam, perante o Supremo, a deliberação do Congresso Nacional que, no mês anterior, rejeitou o veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao projeto de lei da dosimetria.
As ações foram protocoladas pelas Federação PSOL-Rede, Federação PT, PCdoB e PV e a Associação Brasileira de Imprensa.
A expectativa é que as ações sejam julgadas ainda neste mês pelo plenário da Corte.
Informações: Agência Brasil.





