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Corregedoria

CNJ apura nomeação de Eduardo Tagliaferro como perito em ação contra banco

Corregedoria instaurou procedimento para apurar indicação, por juíza, do ex-assessor de Alexandre de Moraes, hoje réu no STF.

Da Redação

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Atualizado às 08:58

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, determinou a instauração de pedido de providências para apurar a nomeação de Eduardo Tagliaferro como perito em um processo cível contra banco, que tramita na Vara Cível de Astorga/PR.

Tagliaferro é ex-assessor de Alexandre de Moraes, e, atualmente, é réu em ação penal no STF.

A informação sobre as providências consta em nota oficial divulgada nesta quinta-feira, 11, pela Corregedoria Nacional de Justiça. Segundo o CNJ, a magistrada responsável pela indicação e a Corregedoria do TJ/PR foram intimadas a prestar informações no prazo de cinco dias.

De acordo com o órgão, a medida foi adotada após a Corregedoria tomar conhecimento da designação de Tagliaferro. 

A própria magistrada revogou a nomeação ainda nesta quinta-feira.

 (Imagem: Reprodução/Instagram)

Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes no TSE, enfrenta série de denúncias.(Imagem: Reprodução/Instagram)

Quem é Eduardo Tagliaferro?

Eduardo Tagliaferro ganhou notoriedade nacional após atuar no TSE como chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, estrutura responsável pelo monitoramento de conteúdos relacionados ao processo eleitoral durante a gestão do ministro Alexandre de Moraes na presidência da Corte.

Tagliaferro foi exonerado do cargo em 2023 após ser preso em flagrante por violência doméstica. Posteriormente, passou a ser alvo de investigações e procedimentos judiciais em diferentes esferas.

Em agosto de 2025, a PGR apresentou denúncia ao STF contra o ex-assessor por crimes como violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O caso ainda aguarda deliberações da Corte. Também há investigações em âmbito estadual relacionadas à suposta atuação em fraude envolvendo heranças.

Caso

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, Tagliaferro havia sido nomeado para atuar como perito em uma ação envolvendo questionamentos sobre a autenticidade de uma contratação bancária. Após a repercussão do caso, a magistrada revogou a designação no mesmo dia em que o CNJ instaurou o procedimento para apuração dos fatos.

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