Morre advogado que, com câncer terminal, promoveu velório em vida
Tiago Martins Pitthan enfrentava um câncer de estômago em estágio avançado e deixou uma última mensagem publicada do hospital antes de morrer.
Da Redação
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Atualizado às 08:08
O advogado e turismólogo Tiago Martins Pitthan morreu aos 49 anos, em Campo Grande/MS, após enfrentar um câncer de estômago em estágio avançado.
Conhecido por ter organizado o próprio velório enquanto ainda estava vivo, ele transformou a despedida em uma celebração da vida ao reunir amigos e familiares em um evento realizado semanas antes de sua morte.
No domingo, 5, já internado, Tiago compartilhou uma gravação em que falou sobre a própria trajetória e transmitiu uma mensagem de serenidade diante da doença.
"Estou bem, em paz, feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa e é isso. Eu venci. Um beijo do Bom Sujeito."
A publicação rapidamente repercutiu nas redes sociais e passou a ser compartilhada por amigos e admiradores após a confirmação de sua morte.
Despedida compartilhada em vida
Tiago havia sido diagnosticado com câncer de estômago no início de 2024. Após passar por cirurgia, descobriu que a doença havia se espalhado, passando a conviver com um quadro avançado da enfermidade.
Diante do avanço da doença, Tiago decidiu transformar a forma de se despedir. Em maio, organizou o "Velório em Vida – A Despedida do Bom Sujeito", evento realizado em Campo Grande que reuniu amigos, familiares e pessoas próximas para celebrar sua trajetória enquanto ainda podia participar da homenagem.
A proposta rompeu com o formato tradicional de despedidas. Em vez de homenagens após sua morte, o advogado promoveu um encontro marcado por música, apresentações de artistas locais, roda de samba e momentos de convivência. A entrada foi gratuita, e também houve arrecadação voluntária para auxiliar nos custos do tratamento e da realização do evento.
Ao anunciar a iniciativa, Tiago afirmou que desejava deixar como legado afeto, gratidão, respeito e bom humor. Também dizia que, apesar da doença, considerava ter vivido intensamente e preferia celebrar a vida ao lado das pessoas que marcaram sua história.