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De igual para igual

Desembargadora tranquiliza advogada em primeiro despacho: "A gente está no mesmo patamar"

Magistrada do TJ/PR reforçou a importância da advocacia e afirmou que não há posição de superioridade entre juízes e advogados.

Da Redação

terça-feira, 28 de julho de 2026

Atualizado às 09:12

O primeiro despacho de uma advogada com uma desembargadora do TJ/PR foi marcado por uma recepção acolhedora. Com receio de cometer algum equívoco ao se dirigir à magistrada, a causídica pediu desculpas antecipadamente.

A desembargadora, no entanto, interrompeu a fala para tranquilizá-la e afirmar que não havia motivo para o pedido, pois ambas estavam "no mesmo patamar". Registrado em vídeo pela advogada, o momento repercutiu nas redes sociais.

Primeiro despacho

No início da reunião, a advogada Jessica Santos, de Jaraguá do Sul/SC, explicou que era a primeira vez que falava diretamente com uma autoridade de 2º grau. Diante da desembargadora Fabiane Pieruccini, do TJ/PR, pediu desculpas antecipadamente caso cometesse algum equívoco durante a conversa.

Antes que concluísse a frase, a magistrada respondeu:

"Não tem desculpa em nada. A gente está no mesmo patamar aqui. De igual para igual"

Jessica esclareceu que sua preocupação era apenas com o protocolo, mencionando o receio de utilizar tratamento ou pronome inadequados ao falar com uma integrante do tribunal.

Em resposta, a desembargadora reforçou que não existe relação de superioridade entre magistrados e advogados.

"Tem erro nenhum. O advogado é essencial para o andamento da Justiça. Sem o advogado aqui, nada acontece. A gente não tem nenhuma posição de superioridade. Então, a gente está no mesmo patamar. Vamos conversar normalmente."

Assista:

Recurso criminal

O despacho dizia respeito a um recurso criminal. Durante a conversa, Jessica sustentou que seu cliente foi condenado em 1º grau por um crime que afirma não ter cometido e argumentou que o recurso aponta inconsistências que, segundo ela, não teriam sido devidamente enfrentadas.

A advogada também afirmou que o parecer do Ministério Público teria reiterado os fundamentos adotados na primeira instância sem rebater especificamente os pontos levantados pela defesa.

Ao final do encontro, a desembargadora elogiou a exposição da advogada.

"Foi muito bem. Espero a senhora para sustentação oral, então. Quando tiver marcado, você vem sustentar."

O recurso segue em tramitação no TJ/PR e o mérito ainda não foi julgado.

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