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Gole seco

Após beber vinho e fumar em sessão, juiz ataca STF, STJ e TJ/MG: "corruptos"

Magistrado diz ser alvo de “difamação” e afirma ter informações sobre supostas irregularidades no Judiciário mineiro.

Da Redação

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Atualizado às 13:58

Após ser flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão remota de julgamento, o juiz de Direito Milton Lívio Leão Salles publicou novo vídeo no qual afirma ser alvo de “difamação” e chama o TJ/MG, o STJ, o STF e o ministro Alexandre de Moraes de “corruptos”.

O vídeo foi divulgado pelo portal O Fator, de Minas Gerais. Assista:

Na gravação, o magistrado, visivelmente alterado, explica o motivo da manifestação e tece críticas ao judiciário.

“Tenho 36 anos de magistratura e quero deixar um depoimento sobre essa difamação que estão fazendo contra mim. Esse Tribunal de Justiça de Minas Gerais, esse STJ, o STF, o Alexandre Moraes, são todos uns corruptos.”

Em seguida, afirma saber de casos de irregularidades no Tribunal mineiro.

“Olha, estou cansado, muito cansado. Estou no Rio, tomando meu café e curtindo minha mulher. Sei de muita coisa desse tribunal. Sei de corrupção [...] de compra de mais de 170 Corollas híbridas. Vocês me dão vergonha. Sabe por quê? O tribunal não existe. Hoje só existe computador e os prédios vazios, custando luz, energia e funcionários.”

Por fim, Salles afirma estar disposto a “bater de frente” com quem o questione, inclusive em programas de televisão.

Vinho e cigarro

O vídeo foi publicado após a repercussão de uma sessão remota realizada nesta segunda-feira, 10, na qual o magistrado aparece bebendo diretamente de uma garrafa de vinho, acendendo um cigarro com um maçarico e fumando durante o julgamento.

A sessão foi suspensa após a situação ser percebida.

Salles é juiz de Direito auxiliar de 2º grau e atua no 4º Núcleo de Justiça 4.0 Cível Família, na 2ª instância do TJ/MG.

Após o episódio, o Tribunal informou ter solicitado apuração “imediata e rigorosa” e instaurado procedimento para verificar eventual falta funcional junto à Corregedoria-Geral de Justiça e ao Órgão Especial do Judiciário estadual.

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