Boccuzzi Advogados celebra 30 anos de proximidade e relações de longo prazo
Em entrevista ao Migalhas, Eduardo Boccuzzi fala sobre a trajetória da banca, os impactos da inteligência artificial na advocacia e deixa conselhos para as novas gerações
Da Redação
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Atualizado em 17 de agosto de 2026 08:10
O escritório Boccuzzi Advogados Associados celebra 30 anos de uma trajetória marcada pela advocacia empresarial especializada e pela construção de relações próximas e duradouras com clientes e profissionais.
Fundado em 1996, o escritório surgiu pela vontade de Eduardo Boccuzzi trazer ao Brasil sua experiência de trabalho jurídico vivenciada em Londres: uma filosofia que privilegiava a qualidade do trabalho e os relacionamentos de longo prazo, com atendimento personalíssimo e atuação pautada por transparência, empatia e confiança.
Em entrevista ao Migalhas, Eduardo Boccuzzi revisita a trajetória do escritório, comenta casos recentes de atuação e reflete sobre as transformações provocadas pela inteligência artificial no mercado jurídico.
Para Boccuzzi, apesar dos avanços tecnológicos, a relação entre advogado e cliente permanece como um diferencial fundamental da advocacia. Na avaliação do sócio, a inteligência artificial pode mudar em diversas atividades jurídicas, mas não substitui a proximidade necessária para compreender os negócios e antecipar os impactos de mudanças legislativas e econômicas.
“A inteligência artificial jamais vai substituir esse relacionamento com o cliente.”
Segundo ele, é justamente o conhecimento da realidade de cada empresa que permite ao escritório avaliar como determinada lei pode afetar seus negócios. Essa proximidade, afirma, também ajuda a explicar a permanência dos clientes no escritório ao longo dos anos.
“É essa proximidade que faz a diferença e faz com que os clientes permaneçam aqui, porque, no dia a dia, a gente está sempre atento às mudanças legislativas e econômicas que possam afetar os nossos clientes.”
Ao olhar para o futuro da profissão, Boccuzzi recomenda aos jovens advogados que invistam continuamente na própria formação e na construção de relacionamentos, aconselhando a nova geração a buscar especialização, pós-graduação e experiências acadêmicas no exterior, como um LLM, além de ampliar a rede de contatos. “Tem que circular. Se a gente não circula, ninguém lembra da gente”, afirma.