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Gestão de marcas

AC Marcas orienta PMEs sobre gestão e proteção contínua da marca

Serviço da ACSP explica por que monitoramento, atualização e renovação são essenciais para preservar a marca e acompanhar a expansão da empresa.

Da Redação

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Atualizado em 29 de setembro de 2026 14:17

Após construir reputação e garantir a titularidade, o passo seguinte é tratar a marca como um ativo vivo, que exige manutenção e monitoramento para sustentar a expansão do negócio.

Registrar a marca é um passo decisivo, mas não é o único. Superada a etapa de proteção inicial, surge uma nova fase para a PME: a gestão do portfólio de marcas ao longo do crescimento do negócio.

De acordo com especialistas do AC Marcas, serviço da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o registro da marca não é o fim do processo, mas o começo de uma nova etapa. A marca é um ativo vivo, que se expande junto com o negócio, e exige manutenção contínua para que o investimento realizado não se perca.

 (Imagem: Magnific)

A proteção da marcas acompanha o crescimento e gera valor para a empresa.(Imagem: Magnific)

Crescimento exige atualização do portfólio

Quando a empresa cresce, lança novos produtos, amplia serviços ou entra em novos canais, o escopo original do registro pode se tornar defasado. Uma PME que começa prestando serviços e depois desenvolve um software proprietário, por exemplo, pode precisar estender a proteção a outras classes.

Manter o portfólio alinhado à operação evita lacunas que terceiros podem ocupar e garante que a marca continue sendo um ativo exclusivo.

Monitoramento e defesa ativa

Após o registro, é fundamental monitorar os pedidos publicados pelo INPI para identificar eventuais tentativas de registro de sinais semelhantes. Essa vigilância permite atuar preventivamente, por meio de oposições administrativas, antes que um terceiro obtenha um direito que possa gerar confusão no mercado.

O acompanhamento não se limita ao INPI. Uma rede de estética que monitorava menções à própria marca nas redes sociais identificou, por meio de social listening, perfis não autorizados usando seu nome para vender produtos falsificados — e conseguiu agir administrativamente antes que o problema afetasse a reputação construída junto aos clientes. Quanto maior a visibilidade da empresa, maior a importância desse acompanhamento, dentro e fora do INPI.

Renovação e manutenção do ativo

Os especialistas da Associação explicam que a manutenção do registro também exige atenção contínua. O prazo de proteção não é vitalício: é preciso renovar a marca periodicamente junto ao INPI, e perder esse prazo significa abrir mão da exclusividade sobre o nome, expondo todo o patrimônio de reputação construído. Documentar o uso contínuo da marca também é uma prática recomendável, já que a falta de uso prolongada pode colocar o registro em risco.

Do investimento inicial à perpetuidade do negócio

Para a PME, a mensagem é clara: proteger a marca é uma jornada que vai além do primeiro depósito. Ela começa com a decisão estratégica de registrar, passa pela adaptação às mudanças do negócio e exige vigilância e manutenção constantes. Ao incorporar essa visão, a marca deixa de ser um custo burocrático para se consolidar como o ativo mais seguro e valioso na jornada de crescimento da empresa.

Associação Comercial de São Paulo (ACSP)