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Formação cívica

Instituto Machado Meyer debate cidadania e educação em congresso

Patrocinador do 10º Congresso Internacional de Jornalismo e Educação, o Instituto reuniu especialistas para debater o ensino de cidadania nas escolas.

Da Redação

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Atualizado às 16:40

O Instituto Machado Meyer, do escritório Machado Meyer Advogados, participou do "10º Congresso Internacional de Jornalismo e Educação", promovido pela Jeduca - Associação de Jornalistas de Educação. Como patrocinador do evento, realizado nos dias 22 e 23/9, na USP, o Instituto também promoveu uma oficina com representantes de organizações da sociedade civil e especialistas para discutir os desafios e oportunidades relacionados à inserção do ensino de cidadania nas escolas brasileiras. 

Com o tema "Cidadania se ensina?", a diretora do Instituto Machado Meyer, Helena Rabethge, abriu a oficina explicando que a organização, criada em 2022, definiu a educação para a cidadania como sua causa prioritária após um amplo processo de escuta com especialistas em educação e políticas públicas. "Nossa presença no Congresso da Jeduca reflete a convicção de que o jornalismo é um aliado indispensável para qualificar o debate público e dar visibilidade a soluções efetivas no chão da escola", detalhou.

A oficina contou com a participação de Fabiano Lima, gestor de conhecimento da Politize!; João Tavares, diretor executivo da Rede Nacional de Educação Cidadã; Anna Flávia, analista de articulação e advocacy do Movimento pela Base; e Amanda Petraglia, coordenadora de políticas educacionais do Todos Pela Educação. 

Ao longo do encontro, os palestrantes destacaram que, embora o preparo para o exercício da cidadania seja um dever previsto na Constituição Federal (art. 205) e uma competência prevista na BNCC - Base Nacional Comum Curricular, sua implementação ainda enfrenta desafios nas redes de ensino. Durante sua participação, Amanda Petraglia ressaltou que discutir educação para a cidadania não significa criar uma agenda paralela, mas refletir sobre o próprio conceito de qualidade educacional. "É desenvolver competências cívicas, socioemocionais e o pensamento crítico em estudantes, para que aprendam mais e atribuam sentido prático ao que aprendem na escola e na sociedade", explicou. 

 (Imagem: Marcos Santos/USP Imagens)

Participantes do 10º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação.(Imagem: Marcos Santos/USP Imagens)

A dimensão do desafio também foi evidenciada por dados apresentados por João Tavares durante a oficina: 73% dos jovens entre 16 e 34 anos afirmam sentir-se pouco ou nada preparados pela escola para compreender o sistema político e exercer a cidadania. Como destacou Fabiano, a cidadania não se ensina apenas com teoria em sala de aula, mas também exige experiências práticas, protagonismo estudantil e metodologias adequadas.

As discussões apresentadas no evento dialogam com um estudo atualmente em fase final de elaboração pelo Instituto Machado Meyer e seus parceiros. Intitulado "Educação para a Cidadania: Caminhos para uma Educação de Qualidade", o material será lançado em breve e reunirá diagnósticos, evidências e recomendações para apoiar gestores públicos na implementação do Programa Nacional de Educação para a Cidadania e Sustentabilidade, instituído pelo MEC, em setembro de 2025.

Entre as contribuições do estudo está a identificação de caminhos para promover equidade e criar condições concretas para que redes de ensino transformem diretrizes em práticas efetivas de sala de aula.

Machado Meyer Advogados