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Investigação

PF faz busca contra servidor exonerado do STJ suspeito de vazar decisões

Humberto Pradera foi exonerado na sexta-feira, 16, após abertura de investigação interna sobre suposto repasse de documentos sigilosos a advogado.

Da Redação

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Atualizado às 11:38

A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira, 19, mandado de busca e apreensão contra Humberto Pradera, ex-secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do STJ, investigado por suspeita de vazamento de minutas de decisões judiciais ao advogado Willer Tomaz.

A informação foi divulgada pelo Uol. Segundo a reportagem, Pradera é investigado por possível violação de sigilo funcional, diante da suspeita de que tenha facilitado o acesso antecipado a documentos ainda não publicados pela Corte.

O ex-servidor foi exonerado na sexta-feira, 16, após a abertura de procedimento interno para apurar o caso.

 (Imagem: Lucas P./STJ)

Humberto Pradera, servidor exonerado do STJ, é investigado por suposto vazamento de decisões judiciais.(Imagem: Lucas P./STJ)

Acerca das providências, o STJ divulgou a seguinte nota:

"O presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, tomou conhecimento dos fatos, e um procedimento interno para apuração já havia sido instaurado desde a semana passada. Como não se trata de concursado, o servidor em cargo de confiança foi exonerado nesta sexta-feira (16). As medidas criminais estão em andamento e são sigilosas, e sobre elas o Tribunal não vai se manifestar."

De acordo com as investigações, o escritório de Willer Tomaz teria recebido antecipadamente minutas de decisões do STJ, o que permitiria conhecer o resultado de julgamentos antes da publicação oficial e, em determinadas situações, ajustar estratégias processuais.

Ainda segundo a investigação, mensagens indicam que informações sobre processos em tramitação no STJ teriam sido repassadas a Willer. Entre os elementos identificados pelos investigadores estariam dados sobre demandas internas da Corte e uma fotografia de documento exibido na tela de um computador.

O advogado Willer Tomaz negou ter obtido acesso irregular a decisões judiciais ou documentos sigilosos e afirmou que sua atuação profissional sempre observou a legislação e as prerrogativas da advocacia.

"As insinuações são falsas, configuram desinformação e revelam desconhecimento elementar, ou deliberada distorção, do funcionamento dos tribunais."

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