Contraktor lança IA jurídica integrada ao ChatGPT, Claude e Copilot
Conector permite consultar vencimentos, assinaturas e cláusulas sem abrir a plataforma, com acesso conforme as permissões de cada usuário.
Da Redação
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Atualizado às 15:17
Departamentos jurídicos convivem com um problema que não aparece no organograma: ninguém consegue responder de imediato quantos contratos a empresa tem, quais vencem no mês que vem e quais renovam sozinhos. A informação existe, está escrita e assinada, e mesmo assim fica fora de alcance, espalhada entre pastas, planilhas e caixas de e-mail.
A Contraktor apresentou no último dia 22/10 duas soluções voltadas a esse problema. A primeira é o ContraktorAI, assistente de inteligência artificial nativo do CLM 3.0, plataforma de gestão do ciclo de vida de contratos (CLM) da companhia, que executa pedidos escritos do jeito que a pessoa pediria a um colega. A segunda é o MCP Contraktor, conector que leva a base contratual da empresa para dentro de assistentes de inteligência artificial já usados no dia a dia, como ChatGPT, Claude e Copilot.
Na prática, o conector permite perguntar ao próprio assistente quais contratos vencem nos próximos 30 dias ou quais assinaturas ainda estão pendentes, e reenviar o convite para quem falta assinar, sem abrir a plataforma.
O limite de permissão foi um ponto central da apresentação, e é a objeção mais frequente de departamentos jurídicos diante de ferramentas de IA. Segundo a empresa, a inteligência artificial enxerga apenas o que aquele usuário já poderia ver, qualquer execução depende de aprovação humana, ações sensíveis são sinalizadas e a exclusão de documentos continua restrita a pessoas.
"Contrato é onde está escrito o que a empresa paga, o que recebe e o que precisa cumprir. Quando esse dado está espalhado em planilha e e-mail, colocar inteligência artificial em cima não organiza nada, apenas acelera a desorganização. Controle primeiro, IA para escalar depois", afirma Bruno Doneda, CEO da Contraktor.
O evento reuniu ainda relatos de gestão contratual da OAB Paraná, da Brasilcap, empresa de capitalização do grupo Banco do Brasil regulada pela SUSEP, e do Grupo MedCof.
Um painel sobre reforma tributária, contou com a participação de Israel Guerra, VP de Finanças do Asaas, que tratou da substituição do PIS e da Cofins pelo IBS e pela CBS. Ele apontou os contratos de fornecedor sem cláusula de reajuste ou de repasse tributário, que tendem a ficar desequilibrados quando as novas alíquotas entrarem em vigor. A transição do novo modelo se estende até 2033.
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