sábado, 8 de maio de 2021

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Promotor de São João da Boa Vista/SP denunciou fraude em exame da OAB/SP

terça-feira, 11 de dezembro de 2007


Exame

Promotor do interior denunciou fraude em exame da OAB/SP

A fraude na primeira fase do exame da OAB foi descoberta por um promotor da cidade de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. É o que diz matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Confira abaixo.

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A fraude na primeira fase do exame da OAB foi descoberta por um promotor da cidade de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Ele encaminhou no sábado e-mail com oito questões que teriam sido apresentadas num cursinho preparatório - duas delas eram idênticas às da prova que seria aplicada no domingo - ao procurador-geral de Justiça, Rodrigo César Rebello Pinho. Esse, por sua vez, encaminhou a mensagem ao presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, que pediu que a prova fosse suspensa.

A revelação da origem da denúncia foi feita ontem à tarde na sede da Superintendência da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste, durante a entrega do pedido de abertura das investigações para apurar os responsáveis pelo vazamento.

A PF assumiu a investigação e tem, por lei, um prazo de 30 dias para concluir o inquérito policial. O corregedor da PF já adiantou que a data final para o término da apuração será estendido. "Vamos pedir a prorrogação do prazo para a conclusão da investigação." O trabalho de apuração deve contar com a ajuda do Ministério Público Federal, que deverá designar nos próximos dias um procurador encarregado do caso.

A prova foi cancelada na noite de sábado e cerca de 10% dos 25 mil inscritos compareceram aos locais da prova na manhã de anteontem. Um novo exame será marcado para o ano que vem, sem data prevista. A taxa de R$ 180 não precisará ser paga novamente pelos 25 mil candidatos.

Segundo Braz Martins Neto, presidente da Comissão de Exame de Ordem da OAB/SP, as questões são enviadas 15 dias antes do exame para a Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista - Vunesp, que imprime as provas. "Cerca de cinco dias depois, volto para verificar e aprovar a matriz. Apenas um funcionário da Fundação participa desse processo comigo. São pessoas das mais ilibadas possíveis. Agora, se mais alguém tem acesso à prova, só a Vunesp pode dizer."

Os candidatos que se sentirem prejudicados pelo cancelamento do exame podem reclamar reparação. "Muitos, provavelmente, não poderão fazer a prova na nova data", disse o advogado Josué Rios.

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Por: Redação do Migalhas

Atualizado em: 11/12/2007 08:51