MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Dez anos de Real

Dez anos de Real

Confira a história da moeda

Da Redação

quinta-feira, 1 de julho de 2004

Atualizado às 07:23

 

Dez anos!

 

O Plano Real completa dez anos com o êxito na estabilização da moeda reconhecido até pelos antigos opositores do PT, hoje no governo.

 

Nos dez anos do real, o crescimento médio do PIB foi de apenas 2,4%, muito abaixo da média histórica do país. Na década, o índice de desemprego apurado pelo IBGE praticamente dobrou, passando de pouco mais de 5% para uma taxa acima de 10%. Por outro lado, o percentual de brasileiros que vivem abaixo da linha de pobreza caiu quase dez pontos percentuais, como resultado direto da débâcle da inflação, o objetivo maior do plano. A taxa despencou de 916% em 1994 para os 6,4% previstos pelo BC para este ano. Mas, proporcionalmente, a queda da inflação só não foi maior que o aumento da dívida pública, que passou de 33,1% para 56% do PIB em uma década e acabou sendo o principal preço pago pelo governo para manter a moeda estável.

 

A dívida cresceu principalmente por causa da desconfiança do mercado financeiro. Já desde antes do fim da ditadura militar, o déficit público era apontado como a principal causa da inflação, ao lado da indexação. Desde seu início e nos primeiros quatro anos, os formuladores do Real combateram a indexação, com o apoio do Congresso, e obtiveram êxito. Do lado do déficit, no entanto, apesar de um notável avanço na organização da verdadeira "caixa preta" que eram as contas públicas, de 1994 a 1998 o esforço do governo se concentrou nas privatizações. A agenda de reformas, principalmente a da Previdência - ponto nevrálgico do déficit público - andou lentamente no Congresso.

 

Em 1995, o superávit primário da União foi de apenas 0,27% do PIB. Em 1996, houve déficit de 0,09%. Em 1997, ano em que a crise na Ásia desencadeou problemas de proporções globais e começou a colocar em xeque a até então bem-sucedida política de âncora cambial, o déficit cresceu para 0,95%. Em 1998, ano da crise Russa, o país voltou a ter superávit, mas de um mísero 0,01%.

 

A noção por parte de Governo Federal, Congresso, estados e municípios de que o esforço fiscal deveria ser muito maior para sustentar a moeda só veio em 1999, o ano em que a âncora cambial, marco da política econômica de então, deixou de existir e o real foi desvalorizado. A brutal alta dos juros e o lançamento de títulos para tentar segurar a moeda diante do crescimento da desconfiança do mercado elevaram ainda mais a dívida pública, o país aceitou os termos impostos pelo FMI, que iniciou um programa de socorro ao país, e teve início o período de grandes superávits primários para manter a solvência das contas nacionais. Naquele ano, em que foi aprovada a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo atingiu um superávit de 3,23% do PIB.

 

Mas as crises não deram trégua. Em cada uma delas, o governo teve de pagar juros mais altos ao mercado para rolar suas contas. Os juros mais elevados fizeram a dívida subir, e mais superávit foi necessário para manter a economia nos trilhos e o país no clube das nações que pagam seus débitos em dia.

 

______________ .

 

Patrocínio

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

instagram
FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

SPENASSATTO ADVOGADOS
SPENASSATTO ADVOGADOS

SPENASSATTO SOCIEDADE DE ADVOGADOS