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No ar!

A Rádio Nacional foi inaugurada no dia 12 de setembro

Da Redação

sexta-feira, 2 de julho de 2004

Atualizado às 09:18

No ar!

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa às 19h, no RJ, da cerimônia de entrega das novas instalações da Rádio Nacional, no 21° andar do Edifício “A Noite”, na Praça Mauá, zona portuária da cidade. Ao lado do ministro da Cultura, Gilberto Gil, Lula ainda assistirá a uma apresentação musical às 20h e em seguida retornará a Brasília.

 

 

Estréia

 

Bom! Bom! Bom! Um gongo toca três vezes. Ao som da música “Luar do Sertão”, às 21h do dia 12 de setembro de 1936, ouvia-se “Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro”. Surge a PRE-8, a partir da compra da Rádio Philips que teria se dado por 50 contos de Réis.

 

O programa inaugural teve a participação da Orquestra do Teatro Municipal, sob a regência do maestro Henrique Spedini. Também estavam presentes Bidu Sayão, Maria Giuseppe Danise, Bruno Landi e Aurélio Marcatu, além dos pianistas Mario Azevedo e Dyla Josetti. A segunda parte do programa foi realizada pela Orquestra de Concertos da Radio Nacional, sob a regência do maestro Romeu Ghipsman e com Radamés Gnattali ao piano. A emissora se torna líder de audiência desde a sua fundação. Mantém-se no topo até o aparecimento da TV, que dita os novos rumos da comunicação.

 

 

 

Anos 30

 

O final da década de 30 marca a consolidação da emissora no imaginário do País. Ainda em 36, época da estréia, vai ao ar as primeiras cenas de rádio-teatro intercaladas com números musicais. Em 1937, é inaugurado o “Teatro em Casa” para a transmissão de peças completas semanalmente.

 

Em 30 de outubro de 1938, Orson Welles vai ao ar deixando milhares de pessoas em pânico com a certeza de que a Terra estaria sendo invadida por extraterrestres com a transmissão de “Invasão dos Mundos”, peça escrita por H.G. Wells. Em 1938, é criada a Voz do Brasil. A partir de 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o rádio passa a ter um papel fundamental na transmissão de fatos diários e notícias do front.

 

 

 

Décadas de ouro

 

Em 1940, a Rádio Nacional passa a fazer parte do Patrimônio Nacional, a partir do decreto assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. A programação ganha novo formato sob a direção de Gilberto de Andrade e participação do radialista José Mauro, irmão do cineasta Humberto Mauro.

 

Decreto-Lei 2073, de Getúlio, cria as Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União que, entre outra, encampa a Rádio Nacional, de propriedade do grupo A Noite. Diferentemente do tratamento dispensado a outras emissoras estatais, a Rádio Nacional continuou a ser administrada como uma empresa privada, sendo sustentada financeiramente pelos recursos oriundos da venda de publicidade.

 

Em 1941, vai ao ar a primeira radionovela, “Em busca da Felicidade”. O programa durou três anos, quando cedeu lugar a “O Direito de Nascer”. Com a troca a radionovela torna-se uma febre. No mesmo começa o Repórter Esso, marco do jornalismo radiofônico. Três anos depois o locutor Heron Domingues passa a apresentar o programa.

 

Em 18 de abril de 1942 são inaugurados os novos estúdios, no 21º andar. Com 486 lugares, as novas instalações traziam inovações como o piso flutuante sobre molas especiais do palco sinfônico. No mesmo ano, a Rádio Nacional inaugurou a primeira emissora de ondas curtas do país passando a transmitir seus programas para todo o território nacional, o que a torna uma estação ainda mais atrativa para os patrocinadores. Também é lançada uma publicação semanal com a programação da emissora. A capa traz, na maioria das vezes, a foto de cantores ou cantoras da Nacional.

 

Em 1943, o programa “Um Milhão de Melodias” estréia sob regência do maestro Radamés Gnattali, tendo como patrocinador a Coca-Cola, que lança seu refrigerante no País. Radamés apresenta também “A história do Rio pela Música”, “Clube dos Fantasmas e Vida Pitoresca” e “Musical dos Compositores da Nossa Música Popular”. Para o programa foi criada a Orquestra Brasileira, sob a regência de Radamés.

 

Até meados de 50, o Rádio-Teatro Nacional já havia transmitido 861 novelas. A trajetória de crescimento segue pelas décadas. Até que, em 1954, a TV a cores, inventada em 1940, entra em funcionamento.

 

 

 

Declínio

 

Chega ao fim o apogeu do rádio. Com a popularização da televisão, no final da década de 50, as rádios são obrigadas a rever seus programas e redefinir objetivos. O declínio da Nacional, que se iniciara com a inauguração da televisão, acentuou-se de forma definitiva com o Golpe militar de 1964 que afastou 67 profissionais e colocou sob investigação mais 81.

 

Nos anos 60, o rádio viveu tempos difíceis devido à concorrência mais ativa da televisão. Os profissionais receberam propostas milionárias para a época, para reeditar na telinha o sucesso do rádio. Foi uma década de esvaziamento do meio, que ficou mais pobre com o sumiço dos grandes programas. Em 1972, os arquivos sonoros e partituras utilizadas em programas da Rádio foram doados ao Museu da Imagem e do Som (MIS). Durante as décadas de 1980 e 1990, o declínio da Nacional se acentuou devido à falta de investimentos e à concorrência cada vez maior da televisão e também das rádios FM.

 

A emissora foi perdendo audiência e deixando de disputar os primeiros lugares na preferência do público. Manteve, no entanto, durante todos esse anos, diversos programas tradicionais, apresentados por radialistas como Dayse Lucide e Gerdal dos Santos, que ainda conseguiam reunir a audiência de ouvintes fiéis e saudosos dos tempos de glória da emissora.

 

Em 1999, o Congresso tomba o estúdio da Rádio Nacional como patrimônio histórico e cultural.

 

 

 

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