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Com apoio da OAB/SP, filme Juízo chega aos cinemas da capital paulista

Com o apoio institucional da OAB/SP, estréia na capital paulista o premiado documentário "Juízo – o maior exige do menor", produzido e dirigido pela cineasta brasiliense Maria Augusta Ramos, que acompanha a trajetória de menores de 18 anos de idade – meninas e meninos pobres - diante da lei, desde o momento da prisão até o julgamento por roubo, tráfico de drogas, seqüestros e homicídios, entre outros delitos. As filmagens foram feitas em audiências na II Vara de Justiça do Rio de Janeiro, em favelas e no Instituto Padre Severino, unidade prisional para menores infratores.

Da Redação

terça-feira, 11 de março de 2008

Atualizado às 08:38


Documentário

Com apoio da OAB/SP, filme 'Juízo' chega aos cinemas da capital paulista

Com o apoio institucional da OAB/SP, estréia na capital paulista o premiado documentário "Juízo – o maior exige do menor", produzido e dirigido pela cineasta brasiliense Maria Augusta Ramos, que acompanha a trajetória de menores de 18 anos de idade – meninas e meninos pobres - diante da lei, desde o momento da prisão até o julgamento por roubo, tráfico de drogas, seqüestros e homicídios, entre outros delitos. As filmagens foram feitas em audiências na II Vara de Justiça do Rio de Janeiro, em favelas e no Instituto Padre Severino, unidade prisional para menores infratores. A pré-estréia foi ontem, às 20h, na Sala 1 do Espaço Unibanco de Cinema (Rua Augusta, 1470, telefone 3288-6780).

Produzido em 2007, o filme – de 90 minutos - acompanha a rotina em tribunais dos juízes Luciana Fiala de Siqueira Carvalho e Guaraci de Campos Vianna; dos promotores Renato Lisboa Teixeira Pinto, Alexandra Carvalho Feres e Eliane de Lima Pereira; e dos defensores Tadeu Valverde e Patrícia Vilela, além de policiais e familiares. Todos os personagens reais, exceto os menores. Como a legislação veda a identificação dos menores infratores, a produção traz ainda um elenco de nove adolescentes não-infratores, mas que vivem em condições sociais similares.

Conforme o presidente da OAB/SP – Luiz Flávio Borges D'Urso – o documentário mostra-se uma oportunidade rara da sociedade, não acostumada a freqüentar tribunais, conhecer os meandros de mazelas da tramitação e julgamentos de processos judiciais. "Os jovens infratores passam pelos mesmos descaminhos de um Judiciário sobrecarregado de processos e de um Poder Público que não tem respostas efetivas para os problemas da sociedade", avalia D'Urso, destacando a importância do filme que evidencia o trabalho real dos operadores do Direito – magistrados, advogados e membros do MP.

"O documentário mostra a Justiça sendo aplicada por juízes, que querem saber se o adolescente gostou de roubar; se o amigo que deu a arma manda nele; se ele pertence a gangues; e se pensou nas conseqüências do ato ilícito. No contraponto, temos os advogados buscando assegurar os direitos dos jovens; querendo saber se o adolescente fora coagido a praticar o delito, apontando motivações e atenuantes, além de propor medida justa prevista pelo Estatuto da Criança e Adolescente", analisa o presidente da OAB/SP.

D'Urso destaca ainda que a realidade desse adolescente mostrada no filme choca. "A detenção com algemas, o camburão, as grades e a violência impressionam. E pior é falta de perspectiva retratada por uma adolescente que reluta entre ser libertada porque voltar para casa pode ser ainda pior que a detenção". Sem dúvida – ressalta D'Urso – "esta não é a ressocialização de jovens infratores que sonhamos. O documentário até mostra agentes do governo que vão até a unidade prisional saber se os adolescentes têm roupas e colchões, como se isso resolvesse a omissão do Estado na recuperação destes jovens cuja reinserção social deveria passar obrigatoriamente pela educação, saúde e tratamento digno durante o cumprimento da medida privativa de liberdade".

O documentário de Maria Augusta Ramos – cineasta especializada em tratar a relação do cidadão com as instituições – tem as credencias de importantes festivais e mostras de cinema: melhor filme do Dok Leipzig – Festival Internacional de Documentário e Animação de Leipzig; Seleção Oficial da 31ª Mostra de Cinema de São Paulo; do Viennale-2007 (Viena); do Festival de Rotterdam (Holanda); do Festival Cinema Du Réel (França), dos Festivais Internacionais de Filme dos Direitos Humanos de Londres e de Nova York; e do Festival Internacional de Cinema Jeonju (Coréia do Sul); e do Festival Internacional de Cinema de Locarno (Suíça) na Mostra Cineasta do Presente, além de hors-concours da Festival de Cinema do Rio (Brasil).

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Estréia

No dia 14 de março estréia nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, o documentário "Juízo", que mostra a relação dos menores infratores com a justiça e o sistema penitenciário.

Promoção OAB/RJ

Os advogados que comprarem um ingresso para assistir ao filme ganharão gratuitamente uma segunda entrada. Para isso, basta apresentar, na bilheteria dos cinemas, a carteira da Ordem.

A pré-estréia do filme será no dia 12 de março, às 20h, no Cine Odeon (Praça Mahatma Ghandi, Cinelândia). Após a projeção, haverá um debate com a participação do vice-presidente da OAB/RJ, Lauro Schuch, do corregedor-geral de Justiça, Luiz Sveiter, do diretor-geral do Degase, Eduardo Gameleiro, da juíza Cristiana Cordeiro e das promotoras Maria Amélia Barreto Peixoto e Eliane de Lima Pereira.

Sinopse

"Juízo" acompanha a trajetória de jovens com menos de 18 anos de idade diante da lei. Meninas e meninos pobres entre o instante da prisão e o do julgamento por roubo, tráfico, homicídio. Como a identificação de jovens infratores é vedada por lei, no filme eles são representados por jovens não-infratores que vivem em condições sociais similares.

Todos os demais personagens de Juízo – juízes, promotores, defensores, agentes do DEGASE, familiares – são pessoas reais filmadas durante as audiências na II Vara da Justiça do Rio de Janeiro e durante visitas ao Instituto Padre Severino, local de reclusão dos menores infratores.

Juízo atravessa os mesmos corredores sem saída e as mesmas pilhas de processos vistas no filme anterior de Maria Augusta Ramos, o premiado Justiça. Conduz o espectador ao instante do julgamento para desmontar os juízos fáceis sobre a questão dos menores infratores. Quem sabe o que fazer ?

As cenas finais de Juízo revelam as conseqüências de uma sociedade que recomenda "juízo" a seus filhos, mas não o pratica.

Festivais

  • FESTIVAL INTERNACIONAL DE LOCARNO
    Mostra Cineastas do Presente

  • FESTIVAL DO RIO 2007
    Hors-Concours

  • 31ª MOSTRA DE SÃO PAULO
    Seleção Oficial

  • VIENNALE 2007 - Festival Internacional de Cinema de Viena
    Seleção Oficial

  • DOK LEIPZIG - Festival Internacional de Documentário e Animação de Leipzig
    Prêmio da FIPRESCI

  • FESTIVAL DE ROTTERDAM
    Seleção Oficial

  • CINÉMA DU RÉEL (França)
    Seleção Oficial

  • 2008 HUMAM RIGHTS WATCH INTERNATIONAL FILM FESTIVAL LONDON
    Seleção Oficial

  • JEONJU INTERNATIONAL FILM FESTIVAL
    Seleção Oficial

  • 2008 HUMAN RIGHTS WATCH INTERNATIONAL FILM FESTIVAL NEW YORK
    Seleção Oficial

Notas da Imprensa

"...um documentário que descortina sem refresco estético o arrepiante retrato de um sistema tão sobrecarregado que oferece poucas chances de seguimento aos casos que julga."

"Um filme para o cinema de arte nenhum deixar escapar da sua programação."

"...os horizontes visuais do filme são ampliados quando Maria Augusta Ramos leva suas câmeras para as celas das instituições e os becos das favelas. A transferência do vídeo de alta definição para película está impecável, assim como o som."

Variety - trechos da crítica de Jay Weissberg

"Maria Auguta Ramos ocupa um lugar singular no cinema brasileiro... Sua camera não arreda pé, não dá trégua, até deslindar as dimensões humana, social e realidade que foi buscar."

Revista Piauí - Dorrit Harazim

"Um registro sóbrio, esclarecedor e preocupante do sistema judiciário brasileiro."

Folha de São Paulo - Silvana Arantes

"Nenhum outro diretor ou diretora, seja no documentário ou na ficção, filma hoje, no Brasil, como Maria Augusta, o indivíduo e sua relação com as instituições."

O Estado de São Paulo - Luiz Carlos Merten

"Juízo lida com a falta de juízo da sociedade e das instituições brasileiras."

O Estado de São Paulo - Luiz Carlos Merten

"Uma narrativa contundente e realista, mesmo com o uso da dramaticidade"

O Estado de São Paulo - Flávia Guerra

"Em Juizo, a potência social do cinema grita, é visível e comanda as relações, os sentimentos, o real."

Professora da PUC-Rio e crítica de cinema - Andréa França

Elenco

  • Juízes

Luciana Fiala de Siqueira Carvalho
Guaraci de Campos Vianna

  • Promotores

Renato Lisboa Teixeira Pinto
Alexandra Carvalho Feres
Eliane de Lima Pereira

  • Defensores

Tadeu Valverde
Patrícia Vilela

  • Adolescentes

Alessandro Jardim
Daniele Almeida
Guilherme de Carvalho
Isabela Cristina Durães
Karina Lopes
Marco Aurélio Sant'ana
Wilson dos Santos
Ighor dos Santos Villela
Maicon da Silva Singh

Diretora - Maria Augusta Ramos

Maria Augusta Ramos nasceu em Brasília em 1964. Depois de se graduar em música pela Universidade de Brasília, mudou-se para a Europa onde estudou Musicologia e Música Eletroacústica em Paris, no Groupe de Recherche Musicale (Radio France) e, logo depois, em Londres, na City University. Em 1990, mudou-se para a Holanda onde ingressou na The Netherlands Film and Television Academy, especializando-se em direção e edição.

Seu primeiro longa-metragem, Brasília, um dia em fevereiro recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Documentários ‘É tudo verdade’ e participou de vários festivais internacionais. Em 1998, Maria Augusta Ramos criou e dirigiu Butterflies in your stomach, projeto formado por seis curtas sobre crianças e o amor. A obra recebeu o 'Grote Kinderkast televisieprijs', prêmio conferido ao melhor programa infantil de televisão na Holanda em 1999.

Desi, realizado em 2000, recebeu o 'Bezerro de Ouro', prêmio mais importante do cinema holandês. Foi também vencedor do Prêmio de Público no Festival Internacional de Documentários de Amsterdã de 2000, festival considerado a Cannes do cinema não-ficcional. Rio, um dia em agosto, realizado no Rio de Janeiro em 2002, para a TV HOS holandesa, recebeu o Prêmio GNT no Festival 'É tudo verdade'.

Justiça (2004), recebeu 9 prêmios internacionais, entre eles: Grand Prix, prêmio de melhor filme, no Festival Internacional de Cinema Visions du Réel, em Nyon na Suiça (maio/2004); La Vague d'Or de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Bordeaux, França (out/2004); Prêmio da Anistia Internacional no Festival Internacional de Documentários de Copenhagen, Dinamarca (nov/2004); Menção Especial do Júri no Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa, Portugal (nov/2004); Grand Prize, prêmio de melhor filme no Festival Internacional de Documentários de Taiwan (dez./2004).

Seu longa-metragem mais recente, Juízo (2007), foi exibido no Festival internacional de Locarno , (Julho/ 2007), no Festival do Rio (Setembro/2007), na Mostra Internacional de São Paulo (Outubro/ 2007), no Festival Internacional de Viena (Outubro/2007) e no Festival Internacional de Documentário e Filmes de Animação de Leipzig, na Alemanha (Novembro 2007), onde recebeu o premio do júri da FIPRESCI de melhor filme.

"Há imagens que não esquecemos, que ficam conosco para sempre. A primeira vez que assisti às audiências na II Vara da Infância e da Juventude, os rostos dos menores ficaram na minha mente durante dias. Quando decidi fazer JUÍZO, me vi diante de um desafio: como fazer o filme sem mostrar seus rostos ? A solução foi substituir os menores em questão por jovens que vivem em circunstâncias similares de risco social, e que poderiam eles mesmos estar naquela situação. Estes jovens compartilham o mesmo conflito e agonia dos menores que eles estão representando. A veracidade do filme resulta disso. Eles não atuam, eles são eles mesmos. Suas personalidades são fundamentais no filme."

Maria Augusta Ramos

Filmografia

  • Juízo

2007, 90 min, cor, 35 mm
Roteiro, direção e co-produção
Uma produção Diler & Associados e Nofoco Filmes

  • Designed for Pleasure

2006, 50 min, cor, vídeo digital
Diretora e produtora executiva
Uma produção Stichting Architecture Manifestaties

  • Justiça

2004, 100 min, cor, 35mm
Roteiro e direção
Uma co-produção Limite Produções, Selfmade Films e NPS Television

Prêmio de Melhor Filme no Festival Internacional de Documentário 'Visions du Réel' em Nyon, Suiça, maio/2004

Prêmio 'La Vague d'Or' de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema Feminino de Bordeaux na França, out/2004

Prêmio da Anistia Internacional no Festival Internacional de Documentários de Copenhagen, Dinamarca, nov/2004

Menção Especial do Júri no Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa, Portugal, nov/2004

Prêmio de Melhor Filme no Festival Internacional de Documentário de Taiwan, Taiwan, dez/2004

Vencedor do Prêmio de Melhor Diretora no Festival Internacional de Cinema de Santiago, Chile, 2005

Melhor Filme na Categoria Atlântico no Play-Doc - Festival Internacional de Documentários de Tui, Espanha, março/2005

  • Rio, um dia em agosto

2002, 52 min, cor, vídeo digital
Roteiro e direção
Uma co-produção Pieter van Huystee Film e Humanist Broadcasting Foundation

Prêmio GNT no Festival internacional de Documentário 'É Tudo Verdade', 2003

  • Desi

2000, 90 min, cor, 35mm
Roteiro e direção
Uma co-produção Pieter van Huystee Film e VPRO Television

Vencedor do Prêmio de Público no Festival Internacional de Documentário de Amsterdã 2000

Vencedor do Bezerro de Ouro de Melhor Documentário no Festival de Cinema Holandês 2001

  • The secret of the vibrato

1999, 30 min., cor, vídeo
Roteiro, direção e produção executiva
Uma produção VPRO Television

  • Butterflies in your stomach

1998, 90 min. (6 curtas de 15 min. cada), cor, 16mm/
Roteiro e direção
Uma produção VPRO Television

Prêmio de Grote Kinderkast-televisieprijs para a categoria não-ficção no Festival Cinekid 1999

  • Two times at home

1996, 16 min., cor, 16mm
Roteiro, direção e produção executiva
Uma produção VPRO Television

  • Brasília, um dia em fevereiro

1995, 72 min., cor, 35mm
Roteiro, direção e produção executiva
Uma co-produção NFTVA e Fundação Athos Bulcão

Prêmio Especial do Júri de "Renovação de Linguagem" no Festival Internacional de Documentário

'É tudo verdade', Brasil 1996

  • Boy e Aleid

1994, 50 min., cor, 16mm
Roteiro, direção e produção executiva
Produção NFTVA

  • "Eu acho que eu quero dizer é…"

1993, 40 min., cor, 16mm
Roteiro, direção e produção executiva
Produção NFTVA

Indicado para o Prêmio Ogawa Shinsuke no Festival Internacional de Documentário de Yamagata, Japão 1995.

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  • Leia mais

10/3/2008 - Filme "Juízo" é antecipado aos estudantes da FAAP - clique aqui.

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