Migalhas

Domingo, 5 de abril de 2020

ISSN 1983-392X

Há 113 anos faleceu Saldanha Marinho

terça-feira, 27 de maio de 2008


Baú migalheiro

Há 113 anos, no dia 27 de maio de 1895, faleceu no Rio de Janeiro o conselheiro dr. Joaquim Saldanha Marinho, 8° presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (1873 – 1892).

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Joaquim Saldanha Marinho

Olinda, 4 de maio de 1816 — Rio de Janeiro, 27 de maio de 1895) foi um jornalista, sociólogo e político brasileiro. Como jornalista, usou o pseudônimo Ganganelli.

Bacharel da Faculdade de Direito do Recife em 1836. Advogado, foi presidente das províncias de Minas Gerais, de 1865 a 1867, e de São Paulo, de 24 de outubro de 1867 a 24 de abril de 1868, e deputado pela província de Pernambuco.

Na sua gestão como Presidente da Província de São Paulo aplacou as lutas políticas entre Liberais e Conservadores. Tal fato foi decisivo para a fundação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, já que aglutinou as necessidades dos fazendeiros necessitados de transporte para suas mercadorias (que se dividiam naquelas duas correntes) e para levantamento dos capitais necessários à construção do trecho inicial da ferrovia, de Jundiaí a Campinas. Foi também fundamental à fundação da Companhia Paulista sua interpelação aos ingleses da São Paulo Railway, detentores da concessão imperial, que não manifestavam interesse em prolongar a ferrovia além de Jundiaí.

Foi signatário do Manifesto Republicano (1870). Eleito senador, não foi escolhido na lista tríplice por D. Pedro II.

Durante o império, foi Deputado Geral (equivalente dos atuais deputados federais) por cinco legislaturas (de 1848 a 1849, de 1861 a 1863, de 1864 a 1866, de 1867 a 1868 e de 1878 a 1881).

Grão-mestre da maçonaria, teve destacada atuação na Questão Religiosa na década de 1870 quando publicou varios artigos em jornais com o pseudônimo de Ganganelli.

Com a Proclamação da República Brasileira, foi um dos autores do anteprojeto da Constituição de 1891 e senador da República pelo Distrito Federal da 21ª a 23ª legislaturas (de 1890 até a sua morte em 1895).

Principais obras

  • Direito Comercial (1869)
  • O Governo e os Bispos (1874)
  • A Igreja e o Estado (1873-1874, em quatro volumes, sob o pseudônimo de Ganganelli)
  • A Monarquia e a Política do Rei (1884)

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