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Resultado de Sorteio de obra "Ética Geral e Profissional"

Da Redação

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Atualizado em 13 de junho de 2008 08:45


Sorteio da obra

Migalhas tem a honra de sortear a obra "Ética Geral e Profissional" (526 p.), escrita por José Renato Nalini, gentilmente oferecida pela Editora RT – Revista dos Tribunais.

Sobre a obra:

"Quem teria coragem de afirmar que o Brasil se tornou mais ético nos últimos anos? Se o exemplo a seguir fosse o da vida pública, não haveria razão para otimismo. Há sintomas de que persiste a hipocrisia de um discurso totalmente desvinculado da realidade. Ética é expressão usada por todos, principalmente pelos que dela se mostram mais carecedores.

Concluir-se-ia como José Saramago, a afirmar que não é ele que está pessimista, mas o mundo que está péssimo?

O século XXI começou turbulento e ambíguo. Tecnologia de ponta, avanços científicos que deixam a ficção cientifica na situação de singela fábula infantil, em convívio com a miséria e com a exclusão. Insensibilidade, egoísmo, consumismo. Desprezo crescente pela natureza. Dedicação total para os prazeres. Hedonismo caracterizador desta era do efêmero e do descartável.

Bradar no deserto continua urgente para não se perder a lucidez. Haverá espaço para a reflexão ética no moto contínuo de quem pretende o imediatismo de resultados? Ela não será atropelada na corrida frenética rumo a um norte desconhecido?

Continuam a nascer os seres humanos, como testemunho de que a vida ainda vale a pena. As crianças dependem de uma radical mudança de atitudes para não lamentarem o seu ingresso nesta aventura. O futuro delas e o da própria subsistência da humanidade se condicionam a uma reflexão profunda para que haja o encontro de cada um consigo mesmo, de cada um com o próximo, de cada um com a natureza e de cada um com a transcendência.

Com esse propósito, persisto na conclamação das consciências sensíveis para que se transfigure a esperança de tempos melhores para este sofrido planeta."

  • Da Apresentação do autor

A ética reside em todos os discursos. A propósito das condutas humanas ainda capazes de chocar, levantam-se as vozes dos moralistas a invocar a necessidade de um repensar comportamental. Ética, infelizmente, é moeda em um curso até para os que não costumam se portar eticamente. Não é raro que as proclamações morais de maior ênfase provenham de pessoas que nunca seriam rotuladas éticas. Compreensível, por isso, que muitos já não acreditem na validade desse propósito. Trivializou-se o apelo à ética, para servir a objetivos os mais diversos. Nem todos eles compatíveis com o núcleo conceitual que a palavra pretende transmitir. Além disso, a utilização excessiva de certas expressões compromete o seu sentido, como se o emprego freqüente implicasse em debilidade semântica. Ética, no Brasil, sofre de anemia. Fenômeno que parece ocorrer também com outros vocábulos, quais justiça, liberdade, igualdade, solidariedade e direitos humanos.

A invocação exagerada a tais vocábulos, em contextos os mais diversos, conseguiu banalizar seu conteúdo. Encontram-se em todos os discursos, ensaios e manifestações. Debilitam-se as fronteiras de sentido e eles passam a ser conceitos ocos. Todos querem se valer do prestígio de seu conteúdo. Ante seu pronunciamento, os ouvidos se refugiam ao abrigo da insensibilidade. Já não se mostram suscetíveis de emocionar. A repetição é cansativa. Acredita-se desnecessária a reiteração. Aquilo que parece servir para tudo, na verdade, para nada serve. Os conceitos já teriam sido adequadamente assimilados e estariam a causar efeito inverso. Há quem chegue a expressar fobia ante a mera menção à palavra ÉTICA.

O núcleo comum a todas essas palavras enfermas é sua evidente carga emotiva. São expressões que se impregnam de sentimento. Distanciam-se do sentido racional. Adicione-se tratarem-se de locuções de enunciado nada singelo. Encerram-se a complexidade própria às questões filosóficas. Seu uso freqüente reforça a convicção "de que o objeto próprio da filosofia é o estudo sistemático das noções confusas. Com efeito, quanto mais uma noção simboliza um valor, quanto mais numerosos são os sentidos conceituais que tentam defini-la, mais confusa ela parece".

O essencial é reconhecer: nunca foi tão urgente, como hoje se evidencia, reabilitar a Ética em toda a sua compreensão. A crise da humanidade é uma crise de ordem moral. Os descaminhos da criatura humana, refletidos na violência, na exclusão, no egoísmo e na indiferença pela sorte do semelhante, assentam-se na perda de valores morais. Alimentam-se da frouxidão moral. A insensibilidade no trato com a natureza denota a contaminação da consciência humana pelo vírus da mais cruel insensatez. A humanidade escolheu o suicídio ao destruir seu habitat. É paradoxal assistir à proclamação enfática dos direitos humanos, simultânea à intensificação do desrespeito por todos eles. De pouco vale reconhecer a dignidade da pessoa, insculpida como princípio fundamental da República, se a conduta pessoal não consegue se pautar por ela.

Sobre o autor:

José Renato Nalini é doutor e mestre em Direito Constitucional pela Universidade de São Paulo - USP, é docente universitário desde 1971 e, nas últimas décadas, dedicou-se ao estudo da Ética Geral e Profissional e da Filosofia, disciplinas que leciona regularmente na Faculdade de Direito da Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP e no Centro Universitário Padre Anchieta - UniAnchieta. Desembargador do TJSP, no qual exerce suas funções junto à 1.ª Câmara de Direito Público, sem prejuízo de integrar a Câmara Especial do Meio Ambiente e de ter sido eleito para o Órgão Especial como representante dos demais desembargadores, por força da democratização gerada pela EC 45/2004. Na Magistratura, na qual se encontra desde 1976, depois de uma experiência no Ministério Público como Promotor de Justiça, iniciada a partir de 1973, devotou-se à causa da formação de juízes, com ênfase nos atributos éticos dos profissionais encarregados de fazer incidir concretamente a lei às controvérsias. Presidente da Academia Paulista de Letras.

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 Resultado :

  • Luciana Alves da Silva, advogada do escritório Advocacia Damasceno e Associados, em Formiga/MG

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