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MP denuncia empresas aéreas de carga por formação de cartel

O MP do estado de São Paulo ofereceu denúncia ontem, 5/8, contra sete empresas do mercado de transporte de cargas aéreas, que teriam se unido para formação de cartel, fixando conjuntamente preços para serviços de transporte aéreo e eliminando a concorrência.

Da Redação

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Atualizado às 08:47


Denúncia

MP denuncia empresas aéreas de carga por formação de cartel

O MP/SP ofereceu denúncia ontem, 5/8, contra sete empresas do mercado de transporte de cargas aéreas, que teriam se unido para formação de cartel, fixando conjuntamente preços para serviços de transporte aéreo e eliminando a concorrência.

No inquérito policial foram denunciados dez responsáveis dessas sete empresas: Dener de Souza, gerente da American Airlines Cargo; Renata de Souza Branco, gerente da KLM Cargo; Paulo Jofily de Monteiro Lima, gerente da Air France Cargo; Javier Felipe Meyer de Pablo, gerente da ABSA Cargo; Herman Arturo Merino Figueroa, diretor da ABSA Cargo; Norberto Jochmann, presidente da ABSA Cargo; José Roberto Rodrigues da Costa, gerente da VarigLog; Carlo Winfried Uebele, diretor da VarigLog; Margareth de Almeida Faria, gerente da Alitalia; e Luis Fernando Costa, gerente da United Airlines.

A Lufthansa, por meio de um acordo de leniência com o MP e a Secretaria de Direito Econômico, entregou toda a ação da organização criminosa e, com isso, ganhou o benefício de ficar de fora da ação da penal.

Em entrevista à Agência Brasil, o promotor Roberto Porto explicou que a formação de cartel é crime, que pode resultar em até cinco anos de reclusão. Segundo ele, até mesmo a simples consulta ao concorrente já é considerado crime de formação de cartel. As empresas denunciadas também podem ser multadas pela Secretaria de Direito Econômico.

Segundo ele, a formação do cartel teve início a partir de 2003, com a introdução no Brasil do adicional de combustível. "O governo autorizava o aumento do adicional de combustível [que é somado ao valor total das tarifas de frete]. Esse adicional de combustível chegou a representar, na época dos fatos, quase 50% do valor do frete em transporte de carga aérea. A partir do momento em que o governo autorizava o aumento, as empresas concorrentes entravam em contato e combinavam, entre elas, a data da aplicação e o montante do aumento. Isso quebrava a concorrência e lesava o consumidor", disse o promotor.

"No momento em que o consumidor perde a possibilidade de adquirir o melhor preço por uma concorrência saudável, obviamente que ele é lesado. Ele pode buscar, de forma individual, o ressarcimento desse prejuízo por meio de órgãos ligados ao consumidor", explicou o promotor.

Entre as provas coletadas pelo Ministério Público estão e-mails (mensagens de correio eletrônico) trocados entre os membros da organização. Em um dos e-mails, Dener Souza, da American Airlines Cargo, recebe uma mensagem de Cleverton Vighy, da Lufthansa, perguntando: "vc [abreviação para você] está cobrando 0,30 ou não??? Nós, mesmo sem a aprovação oficial, estamos...".

Em outra troca de mensagens pela internet, datada de 4 de agosto de 2005, Renata de Souza Branco envia uma mensagem coletiva dizendo que "A AF Cargo e a KLM Cargo vão aderir à cobrança de US$ 0,45 por quilo como autorizado pelo DAC [Departamento de Aviação Civil - substituído pela Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC]. Temos como data para implementação deste ajuste o dia 1º de setembro, com prévia comunicação aos nossos clientes, a fim de que tenham tempo hábil de se ajustarem junto aos exportadores". Como resposta, Margareth Faria envia a Cleverton Vighy a notícia de que "vamos aumentar a partir de 1º de outubro".

A VarigLog se defendeu afirmando que "a denúncia não é verdadeira" e que não pretende se pronunciar sobre o caso no momento. A Air France KLM informou que "ainda não foi notificada oficialmente" e que, quando isso ocorrer, pretende prestar todas as informações e ajuda às autoridades. A United Airlines disse que vai cooperar com o Ministério Público e assumir "seu compromisso de cumprir inteiramente com todas as leis internacionais e domésticas". Por telefone, a assessoria da American Airlines também contestou a denúncia e disse que Dener de Souza não é mais funcionário da empresa.

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