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Reafirmando posição como produtor florestal, Brasil atrai interesse de fundos estrangeiros

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Da Redação

quarta-feira, 25 de março de 2009

Atualizado em 24 de março de 2009 13:49


Investindo em florestas

Reafirmando posição como produtor florestal, Brasil atrai interesse de fundos estrangeiros

Contrariando o dito popular, investidores afirmam que dinheiro pode sim nascer em árvore.

Realidade em outros países, mas ainda tímido no Brasil, os TIMO’s - Timber Investment Management Organization, fundos estrangeiros que investem na compra e administração de ativos florestais, são a prova disso.

Eles passaram, nos últimos tempos, a enxergar fortes oportunidades profissionais no país.

Iniciado na década de 80 nos EUA esse tipo de investimento traz como destaque o baixo risco para o investidor e geração de receita imediata para o vendedor.

Para lidar com esse tipo de negócio é fundamental saber as vantagens dos investimentos florestais. No caso, no Brasil, as vantagens são :

Comparativas

Condições cimáticas

Disponibilidade e preços de terras aptas

Baixo custo de operação

Competitivas

Tecnologia florestal

Prestadores de serviços florestais

Empresas consumidoras estabelecidas

Forte mercado interno

Presença no Brasil

A primeira grande aquisição no Brasil aconteceu em 2001 com a chegada da GFP - Global Forest Partners, que adquiriu as florestas da antiga Pisa no Paraná.

Outros Exemplos de TIMO’s no Brasil : Hancock –Trombini : Pinus Paraná; GFP –Batistela: Pinus Paraná; HMC –Eucalyptus MS e RS; RMK –Eucalyptus MG e RS; Corus –Eucalyptus MS; Four Winds –Eucalyptus e Teca MT; Brookfield –Pinus PR/SC e Eucalyptus MG.

O advogado Aldo de Cresci, de Fleury Malheiros, Gasparini, De Cresci e Nogueira de Lima Advogado, que representa os fundos estrangeiros no Brasil, em entrevista concedida à Gazeta Mercantil, destaca que esse tipo de investimento tem atraído investidores com perfil de longo prazo, como fundos de pensão, fundos de universidades (endowments) e family offices. "O tempo de crescimento de algumas árvores para o corte é de, no mínimo, 7 anos, quando o investidor começa a ter retorno."

Carlos Alberto Guerreiro, presidente da TTG Brasil, empresa especializada na prospecção, aquisição e gestão de ativos florestais, também em entrevista à Gazeta, destaca que houve um aumento da participação dos investidores estrangeiros nos últimos dois anos. "Nos Estados Unidos, esses fundos passaram a ser fornecedores de empresas como a Internacional Paper, que deixou a área de plantio para se dedicar a fabricação de papel e celulose."

Esse aumento expressivo nos investimentos trouxe grandes gestores que têm realizado negócios no Brasil, como por exemplo a HTRG - Hancock Timber Resources Group.

Considerado o maior Timo do mundo, com US$ 8,5 bilhões de ativos sob gestão, chegou no Brasil em 2005 e é proprietária de 20 mil hectares de florestas de pinus no Paraná. Com cerca de US$ 1 bilhão sob gestão, o RMK Timberland Group também tem negócios nos Estados de MG e RS.

Investimentos

As regiões mais procuradas para esse tipo de investimento no Brasil são MT, região Sul e Sudeste, e PI e BA, que despertam interesse pelo baixo custo, diz o advogado Aldo de Cresci.

Segundo a Abraf - Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas, em 2008 a área total de florestas plantadas de eucalipto e pinus existentes no país era de 5.966.600 hectares.

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