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Liminares do STF garantem a preso assistência de advogado em sindicância para apurar falta grave

Os ministros do STF Marco Aurélio Mello e Joaquim Barbosa deferiram liminares em duas reclamações ajuizadas pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo para suspender decisões do TJ/SP, considerando a aplicação indevida da Súmula Vinculante nº 5 da Corte em casos de processos administrativos disciplinares no contexto de execução penal.

Da Redação

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Atualizado às 08:56


Processo administrativo

Liminares do STF garantem a preso assistência de advogado em sindicância para apurar falta grave

Os ministros do STF Marco Aurélio Mello e Joaquim Barbosa deferiram liminares em duas reclamações ajuizadas pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo para suspender decisões do TJ/SP, considerando a aplicação indevida da Súmula Vinculante 5 da Corte em casos de processos administrativos disciplinares no contexto de execução penal.

As decisões seguiram o entendimento de que, apesar de a referida súmula afirmar que "a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a CF/88 (clique aqui)", não consta pronunciamento do Supremo sobre o processo disciplinar estabelecido na Lei de Execução Penal.

Reclamações

A RCL 9164 (clique aqui) pediu a suspensão do acórdão do TJ/SP que cassou a decisão do Juízo da Execução Penal de declarar a nulidade de sindicância instaurada para apurar a prática de falta grave por E.D.S. Segundo o acórdão, o reeducando foi regularmente citado, tendo tomado ciência da imputação, depois prestou declarações e participou da audiência de testemunhas, desacompanhado de advogado.

O TJ/SP declarou insubsistente a alegação de nulidade em virtude da ausência de advogado, pois o que se exige é a ciência prévia pelo condenado da infração, para que possa preparar a defesa e, em caso de apuração de falta grave, utilizar, se assim desejar, a assistência jurídica do estabelecimento prisional ou procurador constituído. Afirmou também não ser possível anular o procedimento administrativo por violação ao princípio da ampla defesa.

Na reclamação, a Defensoria Pública sustenta ter sido desrespeitada a Súmula Vinculante 5 e que o fato de o reeducando não ter sido assistido por advogado ou defensor público teria inviabilizado o exercício da plenitude de defesa. Para a defensoria, "olvidar a defesa técnica em sede de execução penal é submeter o reeducando ao alvitre da direção disciplinar da instituição penitenciária, onde ele não terá liberdade para impugnar provas, compor comissão sindicante e produzir contraprova".

Também alega ser insuficiente a formalidade de possibilitar que o preso exerça sua própria defesa, "dado que a população carcerária é composta por uma massa de analfabetos, funcionais ou não, de pouca cultura e compreensão das dimensões do Estado Democrático de Direito".

O ministro Marco Aurélio deferiu a liminar considerando que o Tribunal de origem decidiu a partir da Súmula Vinculante 5, "colocando em segundo plano o fato de, entre os precedentes que o motivaram, não constar pronunciamento judicial do Supremo sobre o processo disciplinar estabelecido na Lei de Execução Penal".

O ministro Joaquim Barbosa decidiu no mesmo sentido na RCL 8825 (clique aqui), a fim de suspender decisão do TJ/SP que manteve a aplicação de sanção por falta grave, apurada em sindicância na qual o preso não teve assistência técnica de advogado.

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