Quinta-feira, 27 de julho de 2017

ISSN 1983-392X

2011

 

A história da comarca tem início com a doação do patrimônio feita em 1837. Em 1853, já formado o arraial, foi o mesmo elevado à categoria de distrito, pela lei provincial 623, de 30 de maio daquele ano. A criação da freguesia deu-se pela lei provincial 1.189, de 22 de junho de 1864; e, em 1898, a lei provincial 2.500 transfere o território do distrito do município de São Sebastião do Paraíso para o de Muzambinho.

O distrito de Guaxupé teve sua criação confirmada pela lei estadual 2, de 14 de setembro de 1891. Pela lei 556, de 30 de agosto de 1911, foi criado município de Guaxupé, constituído de um único distrito e com território desmembrado do município de Muzambinho, verificando-se a instalação da nova comuna a 1º de junho de 1912.

A lei 663, de 18 de setembro de 1915, foi a sede municipal elevada à categoria de cidade. Pelo decreto-lei 1.058/43, perdeu o município parte de seu território, para entrar na constituição do distrito de São Pedro da União, do município do mesmo nome, então criado.

A comarca de Guaxupé foi criada pela lei 879 de 24 de janeiro de 1925, compreendendo apenas o território do respectivo município, constituído, por sua vez, de um único distrito, de acordo com o quadro de divisão territorial vigente.

_______________

É escassa a documentação sobre as origens mais remotas da cidade de Guaxupé, cujo nome, de origem tupi (gua - exu - pé), significa, segundo Teodoro Sampaio, uma cesta de abelhas que faz ninho dentro da terra, havendo referências na tradição oral de que que os alundidos himenópteros não teriam sido estranhos a algum episódio local que motivara a atual denominação.

Parece que a região, já há muito habitada, sem formar contudo um núcleo de população propriamente dito era visitada periodicamente pelo vigário da paróquia de Jacuí, que vinha aí celebrar missa em determinados domingos e administrar os demais sacramentos do culto. Numa dessas reuniões, que se passaram a realizar na fazenda Nova Floresta já então existente, e que atraíam frequentadores de vários pontos, foi deliberada a construção de uma capela em honra a Nossa Senhora das Dores, havendo o proprietário da fazenda, Paulo Carneiro Bastos, feito doação de 24 alqueires de terrenos para constituição do respectivo patrimônio, nele incluídas edificações que já havia no local onde foi erguida a capela, entre as quais a sua casa de residência, que depois veio a servir de casa paroquial. Paulo Carneiro Bastos não possuía herdeiros diretos, explicando essa circunstância a sua liberalidade nas doações feitas vindos ele depois a instituir seus herdeiros os cativos que possuía concedendo-lhes a liberdade. Dos seus ex-escravos, é que o tenente-coronel Manoel Joaquim, depois Barão de Guaxupé, comprou as terras que passou a cultivar no primitivo arraial.

A doação do patrimônio aconteceu em 1837, mas somente em 1853, isto é, dezesseis anos mais tarde e já formado o arraial, foi o mesmo elevado à categoria de distrito, pela lei provincial 623, de 30 de maio daquele ano. A criação da freguesia verificou-se pela lei provincial 1.189, de 22 de junho de 1864; e, em 1898, pela lei provincial 2.500, de 12 de novembro, era transferido o território do distrito, do município de São Sebastião do Paraíso para o de Muzambinho. O distrito de Guaxupé teve sua criação confirmada pela lei estadual 2, de 14 de setembro de 1891. Pela lei 556, de 30 de agosto de 1911, foi criado o município de Guaxupé, constituído de um único distrito e com território desmembrado do município de Muzambinho, verificado-se a instalação da nova comuna a 1º de junho de 1912. Pela lei 663, de 18 de setembro de 1915, foi a sede municipal elevada à categoria de cidade. Pelo decreto-lei 1.058, de 31 de dezembro de 1943, perdeu o município parte de seu território, para entrar na constituição do distrito de São Pedro da União, do município do mesmo nome, então criado.

_________________

Locais históricos

Antigo Fórum da Comarca de Guaxupé

Projeto arquitetônico neoclássico construído na década de 1920. Possui pórtico com dez imponentes colunas greco-romanas encimadas por artísticos capitéis, constituindo um conjunto arquitetônico de inegável valor histórico.

Câmara e Teatro Municipal

Prédio inaugurado em 1923, o antigo Hotel Cobra, hospedou grandes personalidades; Maestro Villa Lobos, Roberto Carlos e tantos outros. Durante a Revolução Constitucionalista, soldados se abrigaram nele. Em estilo eclético foi construído por mão de obra italiana e sua fachada principal é obra do artista italiano Felício Genga. Prefeitura

Os italianos construíram este prédio entre os anos de 1920 e 1923. Foi edificado para abrigar o BB. Apresenta estilo romano com colunas encimadas por capitéis, lembrando o período renascentista. Fachada da Cadeira Pública

Antiga construção do primeiro quartel do século, a fachada da Cadeia Pública de Guaxupé é nitidamente um exemplo de arquitetura romana. Este edifício em dois pavimentos foi concebido para receber presos no primeiro pavimento e fórum no segundo. Antigo prédio da Câmara Municipal

O prédio construído na década de 1910 abrigou a Câmara Municipal de Guaxupé. Em estilo romano com destaque do revestimento em argamassa em várias espessuras, reproduzindo colunas e capitéis e cornijas, copiando a arquitetura dos prédios quando eram construídos de pedras.

Fepasa

Inaugurada em 1904 a Cia Mogiana de Estradas de Ferro foi fator primordial para o desenvolvimento da cidade e toda a região.

____________________

Curiosidades

Hino

Há uma terra tão catita,
É tão linda e tem mil flores,
Essa terra tão bonita
Da Senhora Mãe das Dores.

Guaxupé que é tão formosa,
Guaxupé terra vibrante
Sua gente é valorosa
Que caminha sempre avante!

Aqui somos felizes
Aqui nós temos fé
Tuas tardes tem matizes
Oh! Querida Guaxupé.

Teu passado se reflete
No presente em que vivemos,
O futuro que promete
É glorioso, nos prevemos.

És a terra das abelhas
És a forja do trabalho
Espargindo mil centelhas
Canta e vibra o teu malho.

Aqui somos felizes
Aqui nós temos fé
Tuas tardes tem matizes
Oh! Querida Guaxupé

Letra : Jarbas Bayeux

Música : Vicente Prado

________________________________

População

Segundo os dados do recenseamento de 1950, a população da cidade de Guaxupé era de 18.562 habitantes. Já as Estimativas do Departamento Estadual de Estatística de Minas Gerais contabilizavam 19.879 habitantes.

De acordo com os dados do Recenseamento Geral de 1950, a localização da população do município era a seguinte:

Sede Cidade de Guaxupé

Homens - 4.347
Mulheres - 4.880
Número absoluto – 9.227
% sobre o total geral – 49,70

Quadro Rural

Homens - 4.805
Mulheres - 4.530
Número absoluto – 9.335
% sobre o total geral – 50,30

Total Geral

Homens – 9.152
Mulheres – 9.410
Número absoluto – 18.562
% sobre o total geral – 100

Ramos de atividade econômica

Agricultura, pecuária e silvicultura

Homens – 2.825
Mulheres – 153
Número absoluto – 2.978
% sobre o total geral – 22,52

Indústria extrativa

Homens – 28
Mulheres – 0
Número absoluto – 28
% sobre o total geral – 0,21

Indústria de transformação

Homens – 736
Mulheres – 39
Número absoluto – 775
% sobre o total geral – 5,85

Comércio de mercadorias

Homens – 416
Mulheres – 42
Número absoluto – 458
% sobre o total geral – 3,45

Comércio de imóveis e valores imobiliários, crédito, seguros e capitalização

Homens – 70
Mulheres – 1
Número absoluto – 71
% sobre o total geral – 0,53

Prestação de serviços

Homens – 408
Mulheres – 542
Número absoluto – 950
% sobre o total geral – 7,17

Transporte, comunicações e armazenagem

Homens – 459
Mulheres – 35
Número absoluto – 494
% sobre o total geral – 3,73

Profissões liberais

Homens – 45
Mulheres – 11
Número absoluto – 56
% sobre o total geral – 0,42

Atividades sociais

Homens – 66
Mulheres – 136
Número absoluto – 202
% sobre o total geral – 1,52

Administração pública, Legislativo e Justiça

Homens – 78
Mulheres – 4
Número absoluto – 82
% sobre o total geral – 0,61

Defesa Nacional e Segurança Pública

Homens – 18
Mulheres – 0
Número absoluto – 18
% sobre o total geral – 0,13

Atividades domésticas, não remuneradas e atividades escolares discentes

Homens – 707
Mulheres – 5.320
Número absoluto – 6.027
% sobre o total geral – 45,55

Condições inativas

Homens – 619
Mulheres – 482
Número absoluto – 1.101
% sobre o total geral – 8,31

Total

Homens – 6.475
Mulheres – 6.765
Número absoluto – 13.240
% sobre o total geral – 100

Agricultura, pecuária e silvicultura

Culturas agrícolas

Área (ha)

Unidade

Quantidade

Cr$ 1.000

% sobre o total

Café

4.860

Arrôba

153.000

90.800

77,87

Milho

2.250

Saco 60 Kg

61.000

9.760

8,37

Arroz

1.030

-

24.00

6.720

5,76

Feijão

820

-

18.100

2.715

2,32

Tomate

5

Quilograma

125.000

1.250

1,07

Batata-inglesa

30

Saco de 60 Kg

3.800

950

0,81

Cana-de-açúcar

165

Tonelada

5.000

900

0,77

Alho

28

Arrôba

2.300

805

0,69

Cebolas

28

Arrôba

10.000

750

0,64

Outras

211

-

-

1.941

1,70

Total

9.427

-

-

116.591

100,00

Pecuária

Rebanhos

Número de cabeças

Cr$ 1.000

% sobre o total

Asininos

35

123

0,25

Bovinos

13.600

20.400

42,98

Caprinos

1.500

225

0,47

Equinos

1.700

2.890

6,08

Muares

1.500

3.750

7,89

Ovinos

550

99

0,20

Suínos

20.00

20.000

42,13

Total

47.487

100,00

Indústria

Tipo de indústria

Nº de estabelecimentos

Pessoal empregado

Cr$ 1.000

% sobre o total

Nº de motores

Potência em c.v.

Extrativa mineral

7

35

763

3,18

1

30

De transformação e beneficiamento dos produtos agrícolas

36

161

8.981

37,50

73

629

Manufatureira e fabril

59

389

14.203

59,32

141

547

Total

102

585

23.947

100,00

215

1.206

Meios de transporte

O território do município é cortado por uma rede de 42 Km de estradas de ropagem, sendo 17 Km estaduais e 25 Km mantidos pela municipialidade. Serve-se também da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, havendo ainda na cidade um campo de pouso.

Em 1955, achavam-se registrados na Prefeitura Municipal:

Automóveis – 180
Ônibus – 120
Caminhões – 114
Camionetas para carga – 49
Tratores – 17
Veículos de outras naturezas – 35

Comércio e Bancos

Acham-se estabelecidas no município 251 casas comerciais, sendo:

Atacadistas localizadas na sede – 5
Varejistas – 246, das quais 240 na cidade e as demais nas vilas

Para os serviços bancários:

Agências – 5
Correspondente – 1

Instrução Pública

O Recenseamento Geral de 1950 apontou os seguintes índices de alfabetização:

Homens – 7.688, sendo que 61,56% sabem ler e escrever
Mulheres – 7.958, sendo que 51,78% sabem ler e escrever

__________