Segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ISSN 1983-392X

2011

A 6 de dezembro de 1879, pela lei provincial 2.542, foi o distrito elevado à categoria de freguesia, integrando o termo de Caldas.

A lei 3.659, de 1° de setembro de 1888, criou, com sede na povoação de Nossa Senhora da Saúde de Poços de Caldas e território desmembrado do município de Caldas, o de Poços de Caldas, cuja instalação se verificou a 31 de maio de 1890.

A lei estadual 2, de 14 de setembro de 1891, confirmou a criação do distrito-sede do município de Poços de Caldas, que, na divisão administrativa de 1911, aparece constituído de um só distrito.

Os foros de cidade à sede foram concedidos pela lei estadual 663, de 18 de setembro de 1915, permanecendo o município até a presente data com um só distrito, o da sede. Pela lei municipal 365, de 3 de junho de 1954, foi considerada a data de 6 de novembro de 1872 como de fundação da cidade. Foi elevada à categoria de 2ª entrância pela lei 887, de 24 de fevereiro de 1925, e à de 3ª, pela de n° 1.098, de 22 de junho de 1954. Inicialmente constituída de 2 Termos: o da sede e o de Botelhos, foi este último desmembrado pelo decreto-lei 2.904, de 15 de fevereiro de 1948.

A Comarca foi criada pela lei estadual 663, ocorrendo sua instalação a 20 de janeiro de 1917, em cumprimento do decreto estadual 4.687, de 19 de dezembro de 1916.

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A história de Poços de Caldas começou a ser escrita a partir da descoberta de suas primeiras fontes e nascentes, no século XVII. As águas raras e com poder de cura foram responsáveis pela prosperidade da cidade quando as terras começaram a ser ocupadas por ex-garimpeiros, que passaram a se dedicar à criação de gado.

Na época, 1818, a região onde hoje se situa Poços de Caldas pertencia ao capitão José Bernardes Junqueira. Quando o Senador Joaquim Floriano Godoy declarou de utilidade pública os terrenos junto aos poços de água sulfurosa, determinou também a desapropriação do local. O próprio capitão se encarregou de doar 96 hectares de suas terras para a fundação da cidade. O ato foi assinado no dia 6 de novembro de 1872, data em que se comemora o aniversário de Poços de Caldas.

Desde 1886, funcionava na cidade uma casa de banho, utilizada para tratamento de doenças cutâneas. Ela se servia da água sulfurosa e termal da Fonte dos Macacos. Em 1889 foi fundado, por Pedro Sanches, outro estabelecimento para o mesmo fim, captando água da Fonte Pedro Botelho. Ali, a água sulfurosa subia até os depósitos por pressão natural. O balneário não existe mais. Em seu lugar foram construídas, no final dos anos 20, as Thermas Antônio Carlos, um dos mais belos prédios da cidade.

Em outubro de 1886, Poços recebeu o Imperador Dom Pedro II. Ele veio acompanhado da imperatriz Tereza Cristina, para a inauguração de um ramal da Estrada de Ferro Mogiana. Três anos depois, a cidade foi desmembrada do distrito de Caldas e elevada à categoria de vila e município. Seu nome tem relação com a história da família real portuguesa. Na época em que foram descobertos os poços de água sulfurosa e térmica, a cidade de Caldas da Rainha, em Portugal, já era uma importante terma utilizada para tratamentos e muito freqüentada pela família real. Caldas possui o mais antigo hospital termal em funcionamento no mundo, desde o século XVI. Como as fontes eram poços utilizados por animais, veio o nome Poços de Caldas.

Na década de 40, era dos cassinos, Poços recebia a visita da aristocracia brasileira, que passava freqüentava os salões do Palace Casino e do Palace Hotel. O presidente Getúlio Vargas tinha uma suíte especial no hotel, com a mesma decoração da que ele usava no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, então capital do país. O quarto ainda hoje preserva os móveis e o estilo da época. Mas uma das maiores atrações do hotel continua sendo sua piscina térmica, construída num suntuoso salão sustentado por colunas de mármore de carrara.

Entre os artistas que passaram pelo Palace Casino naquela época áurea estiveram Silvio Caldas, Carmem Miranda, Orlando Silva e Carlos Galhardo. Estiveram também em Poços de Caldas personagens ilustres como Rui Barbosa, Santos Dumont, o poeta Olavo Bilac e o romancista João do Rio. Entre os políticos, o interventor de Minas Gerais durante o Estado Novo, Benedito Valadares, e o presidente Juscelino Kubitschek, entre outros, foram também presenças constantes.

A proibição do jogo, em 1946, e a descoberta do antibiótico tiveram forte impacto para o turismo na cidade. O termalismo deixou de ser a maneira mais eficaz de tratar as doenças para as quais era indicado. E os cassinos foram fechados. A economia de Poços sofreu um grande abalo, mas a fase ruim foi superada com a mudança de foco no turismo. A classe média e grandes grupos passaram a freqüentar as termas, a visitar as fontes e outros pontos de atração da cidade. Além disso, a cidade abrigou várias indústrias, impulsionando a economia.

Hoje, Poços de Caldas possui um dos melhores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado e um fluxo maciço de turistas.

Em 2006, a cidade foi tema de enredo de Carnaval da escola de samba carioca Beija-Flor de Nilópolis.

Hino

O Hino Oficial do Município, instituído por lei municipal de 5 de julho de 1957, é a valsa "Poços de Caldas Sorriso". A letra e música são de autoria de José Raphael Santos Netto, que também criou a bandeira e o brasão da cidade.

Poços de Caldas Sorriso!
Cidade Primaveril!
Do Brasil és paraíso,
Paraíso do Brasil!

Meu coração prisioneiro
É do Recanto Encantado,
Dêsse povo hospitaleiro
Que trago n'alma gravado.

És ramalhete de rosas,
De cravos e flôres mil!
És Estância Esplendorosa,
Orgulho do meu Brasil!

Teus bosques, fontes e lagos,
Tuas matas verdejantes...
São da lembrança os afagos
Para teus filhos distantes.

Minha Eterna Enamorada!
Poços de Caldas, querida.
És da Poesia morada...
Para os encantos da Vida!

Preciosa joia engastada
Na bela Minas Gerais
Terra por todos amada
Que não se esquece jamais!

Autor: José Raphael Santos Neto

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População

Segundo os dados do recenseamento geral de 1950, era de 25.237 habitantes a população do município. Estimativas do Departamento estadual de Estatística de MG dão 27.160 pessoas como a população provável em 31 de dezembro de 1955, e densidade demográfica de 52 habitantes por quilômetro quadrado. Meios de Transporte

O território municipal era cortado por 128 quilômetros de estradas de rodagem, dos quais 8 se achavam sob a administação Federal, 60 sob a estadual, 56 sob a municipal e os restantes pertencem a particulares. Servido pela ferrovia Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Contava com 1 aeroporto.

Comércio e bancos

Contava com 38 estabelecimentos comerciais atacadistas situados na sede e com 432 varejistas, dos quais 420 se localizavam na cidade. Contava também com 4 agências bancárias e uma matri de banco.

Outros dados

A sede municipal estava localizada em um planalto, numa altitude de 1.186 metros, com clima excelente, considerado um dos melhores do mundo.

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